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Brasil é retratado como uma nação dividida por classes e unida pela alienação

Márcio Vito apresenta "Claustrofobia" no Sesc Pinheiros, explorando a alienação social com personagens marcantes até 12 de julho.

Foto: Reprodução
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“Claustrofobia” é um espetáculo solo de Márcio Vito que está fazendo sucesso no Rio de Janeiro. A peça apresenta uma crítica social através de três personagens que vivem em um prédio empresarial, abordando temas como alienação e tensões sociais. No palco, Vito interpreta uma executiva, um porteiro e um ascensorista, mostrando diferentes aspectos da sociedade brasileira. A direção de Cesar Augusto usa poucos elementos para criar uma sensação de claustrofobia, enquanto o cenário, que ganhou um prêmio, complementa a atuação. A iluminação de Adriana Ortiz ajuda a contar a história, destacando a solidão dos personagens. Vito enfrentou desafios ao construir seus personagens, buscando uma atuação fluida e coerente. O espetáculo, que já recebeu prêmios e indicações, provoca reflexões sobre a coletividade e a importância do teatro. “Claustrofobia” está em cartaz no Sesc Pinheiros, com apresentações de quinta a sábado, às 20h, até 12 de julho, e os ingressos custam a partir de R$ 15.

“Claustrofobia” é um espetáculo solo de Márcio Vito que tem se destacado no Rio de Janeiro, apresentando uma crítica social através de três personagens em um prédio empresarial. A peça explora temas como alienação e tensões sociais, revelando as contradições da vida urbana contemporânea.

No palco do Sesc Pinheiros, Vito encarna uma executiva, um porteiro e um ascensorista, criando um microcosmo da sociedade brasileira. A direção de Cesar Augusto utiliza elementos mínimos para intensificar a sensação de claustrofobia, enquanto o cenário, premiado com o Shell, se torna uma extensão do ator. Estruturas metálicas e jogos de luz projetam sombras que evocam a ideia de confinamento.

A iluminação de Adriana Ortiz, indicada ao APTR, atua como um narrador invisível, alternando entre tons frios e penumbras, acentuando a solidão dos personagens. Vito realiza um trabalho virtuoso, transitando entre os papéis com precisão, onde cada personagem reflete uma faceta da alienação social. O texto de Rogério Corrêa evita clichês, apresentando uma crítica irônica e profunda.

Desafios e Criações

Vito destaca que o maior desafio foi abandonar vícios físicos e vocais, buscando uma construção coerente e fluida dos personagens. Ele menciona que a responsabilidade de representar todas as faces da crítica social gerou medo, mas também motivação. O ator se preparou para que cada passo na montagem fosse dado com firmeza, permitindo que a narrativa se desenvolvesse como uma única cena.

O sucesso de “Claustrofobia” no Rio de Janeiro, com prêmios e indicações, reflete a união de forma e conteúdo. O espetáculo não apenas entretém, mas também provoca reflexões sobre a coletividade e a importância do teatro como arte. Vito acredita que a experiência teatral é poderosa e essencial, especialmente em tempos de tecnologia, ressaltando a força do simples e do direto.

O espetáculo está em cartaz no Sesc Pinheiros, com apresentações de quinta a sábado, às 20h, até 12 de julho. Os ingressos variam a partir de R$ 15, disponíveis no site do Sesc.

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