O Rijksmuseum, na Holanda, comprou um preservativo de quase 200 anos feito de intestino de ovelha para uma exposição sobre trabalho sexual no século XIX. A peça, que tem uma ilustração erótica de uma freira e clérigos, gerou protestos de um grupo cristão conservador, que a considera uma ofensa religiosa. O grupo, chamado Stichting Civitas Christiana, organizou uma manifestação em frente ao museu e distribuiu 5.000 panfletos, afirmando que o preservativo era propaganda anti-católica da Revolução Francesa. A curadora do museu, Joyce Zelen, defende a aquisição, dizendo que a sátira religiosa é uma prática antiga e que zombar da religião é comum. O preservativo, que provavelmente era um souvenir de bordel, é um dos dois únicos exemplares conhecidos. A exposição mostra um período em que a prostituição era legal na Holanda e os preservativos eram vendidos em barbearias e barracas à beira-mar. O artefato ficará em exibição até novembro.
O Rijksmuseum, na Holanda, adquiriu um preservativo de quase 200 anos, feito de intestino de ovelha, que integra uma exposição sobre o trabalho sexual no século XIX. A peça, que apresenta uma ilustração erótica de uma freira e clérigos, gerou protestos de um grupo cristão conservador, que a considera uma ofensa à religião.
A controvérsia começou quando a Stichting Civitas Christiana, juntamente com a TFP Student Action Europe, organizou uma manifestação em frente ao museu. O grupo distribuiu 5.000 panfletos, alegando que o preservativo foi criado como propaganda anti-católica durante a Revolução Francesa. Para eles, a exibição é um “grotesco insulto a Deus, à Igreja Católica e à nação holandesa”.
A curadora do museu, Joyce Zelen, defende a aquisição, afirmando que a sátira religiosa é uma prática antiga e humorística. Segundo ela, “zombar da religião é tão antigo quanto a própria religião”. O preservativo, que provavelmente era um souvenir de bordel, é um dos dois únicos exemplares conhecidos que sobreviveram. Zelen explica que a impressão foi feita diretamente no apêndice da ovelha, um método mais desafiador do que o papel.
A exposição no Rijksmuseum explora um período em que a prostituição era legal na Holanda e os esforços de saúde pública se concentravam em combater a sífilis. Os preservativos, feitos de subprodutos animais, eram vendidos discretamente em barbearias e barracas à beira-mar. O artefato ficará em exibição até novembro.
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