Mercedes Morán, uma atriz argentina famosa, está no filme “A Procura de Martina”, onde faz o papel de uma avó que procura seu neto desaparecido durante a ditadura na Argentina. Em uma entrevista, ela criticou o governo de Javier Milei e falou sobre a importância de lembrar a cultura. Morán comparou a situação cultural da Argentina com a do Brasil, que está passando por uma renovação sob Luiz Inácio Lula da Silva. O filme ganhou o prêmio de Melhor Filme Latino no Festival de Mar del Plata, e a diretora elogiou a atuação sensível de Morán, que também lidou com o tema do Alzheimer. A atriz comentou sobre as diferenças entre as ditaduras dos dois países, destacando que muitos torturadores no Brasil ainda não foram punidos. Morán, que participou do Festival do Rio, elogiou o cinema latino-americano e mencionou filmes brasileiros que admira. Ela está animada para um novo projeto com o diretor chileno Pablo Larraín e espera que “A Procura de Martina” tenha um bom público nos cinemas.
Mercedes Morán, renomada atriz argentina, está em cartaz com o filme “A Procura de Martina”, uma coprodução entre Brasil e Uruguai. No longa, ela interpreta uma avó que busca seu neto desaparecido durante a ditadura argentina. A trama, embora fictícia, reflete uma realidade dolorosa e relevante.
Em entrevista, Morán critica o governo de Javier Milei, destacando a importância da memória cultural. Ela observa que, enquanto o Brasil vive um momento de renovação cultural sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, a Argentina enfrenta um retrocesso. “Estamos sob ataque permanente de tudo que é relacionado à cultura”, afirma a atriz.
“A Procura de Martina” ganhou o prêmio de Melhor Filme Latino no Festival de Mar del Plata. A diretora Márcia Faria elogia Morán, ressaltando sua entrega e sensibilidade na construção da personagem, que lida com o Alzheimer. A atriz já havia trabalhado no Brasil em “Sueño Florianópolis” e expressa seu desejo de continuar colaborando com o cinema brasileiro.
Morán também discute as diferenças entre as ditaduras na Argentina e no Brasil. Ela destaca que, enquanto os torturadores argentinos foram julgados, no Brasil muitos permanecem impunes, o que afeta a sociedade. “Estamos em uma situação parecida a de países onde não houve esses julgamentos”, observa.
A atriz, que recentemente atuou no Festival do Rio, elogia a qualidade do cinema latino-americano e menciona filmes brasileiros como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”. Morán está animada para seu próximo projeto, uma minissérie dirigida pelo chileno Pablo Larraín, e espera que “A Procura de Martina” alcance um público amplo nos cinemas.
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