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Martha Nowill discute maternidade e autoestima masculina em peças teatrais em SP

Martha Nowill estreia como diretora em nova peça que provoca reflexão sobre masculinidade, após encerrar a temporada de "Renda-se".

Martha Nowill na peça 'Renda-se', dirigida por Fernanda D'Umbra (Foto: Edson Kumasaka/Divulgação)
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Martha Nowill é a protagonista da peça “Renda-se”, que fala sobre maternidade e os desafios que as mulheres enfrentam hoje em dia, fazendo uma conexão com “A Megera Domada” de Shakespeare. A história mostra uma mãe que, após ser separada da filha, recebe uma visita na prisão, onde a jovem tenta mostrar que a mãe não é negligente, mas sim uma vítima da exaustão e da falta de apoio. A peça, dirigida por Fernanda D’Umbra, é baseada em um texto de autoras britânicas e Nowill, que hesitou em aceitar o papel, percebeu que sua experiência como mãe se relacionava com a narrativa. No final de semana que encerra a temporada de “Renda-se”, Nowill também estreia como diretora em “A Autoestima do Homem Hétero”, que discute a masculinidade e busca fazer os homens refletirem sobre suas atitudes. O texto, escrito e protagonizado por Amanda Mirásci, apresenta uma farmacêutica que cria cápsulas para aumentar a confiança dos homens heterossexuais. Ambas as peças têm classificação de 14 anos e estão em cartaz em locais diferentes, promovendo discussões importantes sobre gênero e sociedade.

Martha Nowill é a protagonista da peça Renda-se, que aborda a maternidade e os desafios enfrentados por mulheres na sociedade atual, em diálogo com A Megera Domada, de Shakespeare. A trama gira em torno de uma mãe que, após ser separada de sua filha, recebe uma visita na prisão. A jovem tenta mostrar que a mãe não é negligente, mas sim uma vítima da exaustão e da falta de apoio social.

A peça, dirigida por Fernanda D’Umbra, é baseada em um texto das britânicas Sophie Swithinbank e Phoebe Ladenburg. Nowill, que havia recentemente publicado um livro sobre sua experiência como mãe, hesitou em aceitar o papel, mas percebeu que as narrativas se complementavam. Ela destaca que as personagens parecem “chegar” em sua vida de forma significativa.

Conexões com Shakespeare

Renda-se estabelece uma conexão com o monólogo de Catarina em A Megera Domada, onde a protagonista reflete sobre o papel da mulher na sociedade. Nowill observa que a peça é uma resposta ao discurso de uma mulher que se conformou com as expectativas sociais. O texto questiona a submissão feminina e busca trazer à tona a luta por autonomia.

No final de semana que encerra a temporada de Renda-se, Nowill estreia como diretora em A Autoestima do Homem Hétero, uma peça que explora a masculinidade e provoca reflexão sobre o comportamento masculino. O texto, escrito e protagonizado por Amanda Mirásci, apresenta Carina, uma farmacêutica que desenvolve cápsulas para aumentar a confiança dos homens heterossexuais.

Reflexões sobre a Masculinidade

Mirásci, que nunca havia escrito um roteiro antes, decidiu contar sua própria história após incentivo de Nowill. A comédia busca dialogar com o público masculino, promovendo uma reflexão sobre os comportamentos e inseguranças dos homens. Ambas as artistas desejam que os homens se identifiquem com a peça e consigam rir de si mesmos, sem desmerecer a figura masculina.

Renda-se está em cartaz até 6 de julho, no Sesc Ipiranga, enquanto A Autoestima do Homem Hétero será apresentada de 5 de julho a 30 de agosto, no Teatro UOL. Ambas as peças têm classificação de 14 anos e buscam provocar discussões relevantes sobre gênero e sociedade.

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