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Mildred Thompson ganha retrospectiva que revela seu universo artístico expansivo

A exposição "Frequencies" no ICA Miami revela a trajetória inovadora de Mildred Thompson e sua influência na arte contemporânea.

Vista da exposição “Mildred Thompson: Frequencies” no Institute of Contemporary Art, Miami. (Foto: Oriol Tarridas)
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A retrospectiva “Frequencies” no ICA Miami apresenta 49 obras da artista Mildred Thompson, que viveu de 1936 a 2003. A exposição mostra sua evolução artística ao longo de cinco décadas e destaca sua identidade como mulher negra e queer. As obras incluem uma variedade de estilos, como madeiras encontradas e impressões monocromáticas, e a curadoria conecta suas diferentes técnicas. As primeiras obras, criadas na Alemanha em 1959, focam em formas femininas e evitam a racialização. Após retornar aos EUA em 1974, Thompson expressou seu desejo de se reconectar com seu país, o que é simbolizado na série “Window” de 1977. Na década de 1980, ela se dedicou a pesquisas sobre física quântica e lecionou em instituições como o Spelman College. A exposição também inclui suas obras mais conhecidas, como as pinturas da série “String Theory” e a instalação “Music of the Spheres”, que combina arte e som. “Frequencies” celebra a diversidade da obra de Thompson, que ainda não recebeu o reconhecimento que merece.

Retrospectiva “Frequencies” no ICA Miami

A retrospectiva “Frequencies” no ICA Miami apresenta 49 obras da artista Mildred Thompson (1936–2003), destacando sua evolução ao longo de cinco décadas. A exposição explora sua identidade como mulher negra e queer, ampliando sua visibilidade.

As galerias do ICA Miami exibem uma variedade de estilos, desde madeiras encontradas até impressões monocromáticas. A mostra é a primeira a conectar as diversas técnicas de Thompson, que foi uma das primeiras mulheres negras a estudar na Alemanha. A curadoria destaca a complexidade de sua obra, que reflete sua experiência como artista em um contexto de marginalização.

“Frequencies” é dividida em cinco grupos que equilibram a progressão cronológica com relações formais. As primeiras obras incluem gravuras de 1959, criadas na Alemanha, que evitam a racialização, focando em formas femininas. A influência dos Expressionistas Alemães é evidente, assim como a inspiração de Louise Nevelson em suas assemblagens de madeira.

A Evolução Artística

Durante sua estadia na Europa, Thompson criou obras que refletem sua busca por reconhecimento, evitando o racismo que enfrentava nos Estados Unidos. A exposição inclui construções de madeira que representam essa fase, como a Stele e a Wooden Picture. Em 1974, ao retornar aos EUA, ela expressou seu desejo de se reconectar com seu país natal.

A série “Window” de 1977, feita após seu retorno, simboliza essa nova fase, com composições que oferecem uma visão do cenário americano. A maturidade de sua abstração é evidente em sua série de gravuras “Death and Orgasm”, que faz referências a práticas espirituais e mitológicas.

Contribuições e Legado

Na década de 1980, Thompson se dedicou a pesquisas sobre física quântica e lecionou em instituições como o Spelman College. A exposição também apresenta suas obras mais conhecidas, incluindo as pinturas da série “String Theory” e a instalação “Music of the Spheres”. Esta última permite que os visitantes experimentem uma sinestesia entre arte e som, com composições inspiradas nas gravações da NASA.

“Frequencies” é uma celebração da diversidade e complexidade da obra de Thompson, que, apesar de sua relevância, ainda carece de reconhecimento completo. A exposição destaca sua vida cosmopolita, mas poderia explorar mais suas experiências na África e no Oriente Médio, que também influenciaram sua arte.

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