Anna Bella Geiger, uma artista brasileira de 92 anos, está com sua primeira exposição individual em uma instituição judaica, chamada “Limiar”, no Museu Judaico de São Paulo. A mostra aborda temas como fronteiras e territórios, refletindo sobre sua história familiar e contexto social. Geiger, que é conhecida por sua arte contemporânea, destaca que suas obras estão ligadas ao ambiente em que foram criadas. Um exemplo é a série “Fronteiriços”, que usa formas de mapas em gavetas de metal. A artista menciona que sua infância no Catete, onde seu pai fazia utensílios para a cozinha kosher, influenciou seu trabalho. A exposição inclui obras que questionam a função dos mapas e usam materiais como papel vegetal e chumbo para criar novas cartografias. Embora a guerra entre Israel e Hamas não seja o foco de sua obra, Geiger busca um entendimento mais profundo da realidade. Além de suas obras, a exposição também apresenta trabalhos de Hannah Brandt, que fala sobre identidade e pertencimento, refletindo sua experiência como imigrante. As mostras “Limiar” e “Vejo Tudo com o Coração” de Brandt estão abertas ao público até 21 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
Anna Bella Geiger, artista brasileira de 92 anos, apresenta sua primeira exposição individual em uma instituição judaica com “Limiar”, no Museu Judaico de São Paulo. A mostra explora temas de fronteiras e territórios, refletindo sobre sua história familiar e contexto social.
Geiger, reconhecida por sua contribuição à arte contemporânea, destaca que suas obras não podem ser dissociadas do ambiente em que foram criadas. A série “Fronteiriços”, que utiliza formas de mapas em gavetas de metal, é um exemplo de sua abordagem. A artista relembra sua infância no Catete, onde observava seu pai criar utensílios para a cozinha kosher, o que influenciou sua prática artística.
A exposição “Limiar” reúne obras que questionam a função dos mapas, transformando-os em reflexões sobre periferia e centro. Geiger utiliza materiais diversos, como papel vegetal e chumbo, para criar cartografias que desafiam as certezas do espectador. A artista afirma que a guerra entre Israel e Hamas não é o foco de sua obra, mas sim a busca por um entendimento mais profundo da realidade.
Temas e Influências
A trajetória de Geiger inclui uma transição da abstração informal para a arte conceitual e videoarte. Suas obras estão em coleções renomadas, como o MoMA e a Tate Modern. O interesse por territórios remonta à década de 1970, quando produziu “Circumambulatio”, uma performance que explora a relação com o espaço.
Além de Geiger, a exposição conta com obras de Hannah Brandt, que também aborda questões de identidade e pertencimento. Brandt, imigrante que escapou do nazismo, retrata o cotidiano de trabalhadores e a paisagem brasileira, refletindo sobre sua própria experiência de vida no Brasil.
A mostra “Limiar” e a paralela “Vejo Tudo com o Coração” de Brandt estão abertas ao público até 21 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
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