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CEO de tecnologia investe R$ 2,1 milhões para reger Orquestra Sinfônica de Toronto

Mandle Cheung gera polêmica ao reger a Sinfonia "Ressurreição" de Mahler, levantando debates sobre a experiência na Orquestra Sinfônica de Toronto.

CEO de empresa de tecnologia paga R$ 2,1 milhões para reger Orquestra Sinfônica de Toronto por uma noite (Foto: Reprodução)
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A Orquestra Sinfônica de Toronto, que tem 102 anos, enfrentou polêmica quando Mandle Cheung, um executivo de tecnologia de 78 anos, pagou quase 400 mil dólares para reger a Sinfonia “Ressurreição” de Mahler. Alguns músicos se opuseram à ideia, acreditando que a orquestra não deveria permitir que amadores ocupassem o pódio. A orquestra depende de doações e bilheteira, que cobre apenas 38% do seu orçamento anual de 24 milhões de dólares. O CEO, Mark Williams, disse que o concerto foi uma forma de buscar novas receitas. Cheung, que fundou a Mandle Philharmonic em 2018, se preparou bastante para a apresentação, realizando mais de 10 ensaios. Após o concerto, ele e a orquestra receberam aplausos, e Cheung expressou gratidão pela oportunidade, esperando que isso leve a futuras colaborações.

Os músicos da Orquestra Sinfônica de Toronto se reuniram no Roy Thomson Hall para a apresentação da Sinfonia “Ressurreição” de Mahler, sob a regência do executivo de tecnologia Mandle Cheung, de 78 anos. Cheung pagou quase US$ 400 mil para realizar seu sonho de reger a orquestra, gerando polêmica entre os músicos.

Cheung, que sempre foi fã de música clássica, convenceu a orquestra a permitir sua participação, apesar das objeções de alguns integrantes. Eles argumentaram que a orquestra, com 102 anos de história, não deveria ceder seu pódio a amadores. A orquestra enfrenta desafios financeiros, com a bilheteira cobrindo apenas 38% do orçamento anual de US$ 24 milhões.

O CEO da Sinfônica de Toronto, Mark Williams, afirmou que o concerto foi uma tentativa de diversificar as receitas da orquestra. A apresentação foi realizada pela Mandle Philharmonic, orquestra fundada por Cheung em 2018. Williams destacou a importância de explorar novas formas de gerar receita e manter a relevância da orquestra.

Divisão entre os Músicos

Os músicos estavam divididos sobre a participação de Cheung. Alguns expressaram preocupação com a escolha da Sinfonia “Ressurreição”, uma obra complexa que exige experiência. Bridget Hunt, violinista e presidente do comitê consultivo artístico, elogiou o apoio de Cheung a grupos culturais, mas reconheceu as dificuldades de seguir um regente sem experiência.

A violoncelista Lucia Ticho afirmou que os músicos deveriam ter sido consultados sobre a decisão de contratar Cheung. Ela destacou que, se tivessem participado das discussões, não teriam concordado com a escolha do repertório. Cheung, por sua vez, reconheceu as preocupações dos músicos e se preparou intensamente para o concerto, realizando mais de 10 ensaios com sua orquestra.

Após a apresentação, Cheung e a orquestra receberam uma ovação de pé. Ele expressou gratidão pela oportunidade e mencionou que sua experiência em Toronto poderia abrir portas para futuras colaborações com orquestras em outros países.

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