Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CEO de tecnologia investe R$ 2 bi para reger orquestra por uma noite

Músicos da Orquestra Sinfônica de Toronto debatem experiência de maestro não formal em concerto de Mahler, gerando divisões internas.

Mandle Cheung rege a orquestra Mandle Filarmônica (Foto: Reprodução/YouTube)
0:00
Carregando...
0:00

A Orquestra Sinfônica de Toronto se apresentou no Roy Thomson Hall com a sinfonia “Ressurreição”, de Mahler, sob a regência de Mandle Cheung, um executivo de tecnologia de 78 anos que pagou quase 400 mil dólares para dirigir a orquestra. Cheung não tem formação musical formal, mas sempre sonhou em ser maestro. Sua escolha gerou polêmica entre os músicos, alguns dos quais criticaram sua falta de experiência e a seleção do repertório. A orquestra, que tem 102 anos e enfrenta dificuldades financeiras, depende de doações e subsídios para manter seu orçamento anual de 24 milhões de dólares. O CEO da orquestra defendeu a decisão de aceitar Cheung como parte de uma estratégia para diversificar as receitas. Durante os ensaios, alguns músicos relataram dificuldades em seguir suas direções. Cheung se preparou por meses e, após a apresentação, recebeu aplausos de pé. Ele espera que essa experiência possa levar a novas colaborações com orquestras nos Estados Unidos e na Europa, cobrindo todos os custos do evento.

Os músicos da Orquestra Sinfônica de Toronto se reuniram no Roy Thomson Hall na quarta-feira, 25, para a apresentação da sinfonia “Ressurreição”, de Gustav Mahler. O maestro da noite, Mandle Cheung, um executivo de tecnologia de 78 anos, pagou quase US$ 400 mil para reger a orquestra, gerando polêmica entre os músicos.

Cheung, que não possui formação musical formal, sempre sonhou em liderar uma orquestra. Ele afirmou que a experiência de ver um maestro em ação o inspirou a tentar. “Por que eu não posso fazer isso também?”, questionou. Apesar de sua paixão, alguns músicos expressaram descontentamento com a escolha do repertório e a falta de experiência de Cheung.

A Orquestra Sinfônica de Toronto, com 102 anos de história, enfrenta dificuldades financeiras, dependendo de filantropia e subsídios para cobrir seu orçamento anual de aproximadamente US$ 24 milhões. O CEO da orquestra, Mark Williams, defendeu a decisão de aceitar Cheung, afirmando que o concerto fazia parte de uma estratégia para diversificar as receitas. O evento não estava incluído no programa anual de assinaturas.

Divisão entre os Músicos

Os membros da orquestra estavam divididos sobre a participação de Cheung. Enquanto alguns reconheceram seu apoio à cultura, outros, como a violinista Bridget Hunt, relataram dificuldades em seguir suas direções durante a apresentação. “É desafiador quando você tem alguém no pódio que não tem a experiência”, disse Hunt.

A violoncelista Lucia Ticho também expressou preocupações sobre a falta de envolvimento dos músicos nas decisões que levaram à contratação de Cheung. “Se estivéssemos envolvidos, nunca teríamos concordado com o Mahler”, comentou. Cheung, por sua vez, reconheceu a dedicação dos músicos e a complexidade da obra.

Preparação e Expectativas

Cheung passou meses se preparando para o concerto, realizando ensaios com sua própria orquestra, a Mandle Philharmonic. Em seu primeiro ensaio com a Sinfônica de Toronto, ele buscou ganhar a confiança dos músicos. Após a apresentação, que contou com o Coro Amadeus, Cheung e a orquestra foram aplaudidos de pé.

Ele expressou gratidão pela oportunidade e mencionou que essa experiência poderia abrir portas para futuras colaborações com orquestras nos Estados Unidos e na Europa. Cheung cobriu todos os custos do concerto, incluindo taxas da orquestra e aluguel do espaço.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais