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Leitoras se identificam com bullying e pressão estética na adolescência

Autora destaca identificação do público com Maria Carmem durante encontro virtual e discute seu processo de escrita e experiências de infância.

A escritora Mariana Salomão Carrara (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
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Mariana Salomão Carrara, autora do livro “Se Deus Me Chamar Não Vou”, compartilhou suas experiências de infância em um encontro virtual. A personagem principal, Maria Carmem, uma menina de 11 anos que enfrenta solidão e bullying, foi inspirada na vida da autora. Mariana ficou surpresa ao ver que muitas mulheres se identificaram com a história, que inicialmente pretendia mostrar uma criança “esquisita”. Durante a conversa, ela contou que a ideia de Maria Carmem surgiu ao revisitar seus diários da infância, onde a escrita se tornou uma forma de autoestima. Participantes do encontro relataram se ver na personagem, e algumas expressaram o desejo de cuidar dela. Mariana, que escreve durante suas férias como defensora pública, disse que deixa suas ideias fluírem enquanto escreve. A Folha, em parceria com a iniciativa Todas, oferece três meses de assinatura digital gratuita para mulheres, incentivando a leitura e a troca de experiências.

A autora Mariana Salomão Carrara compartilhou suas experiências de infância durante um encontro virtual sobre seu livro “Se Deus Me Chamar Não Vou”, realizado na última quinta-feira (26). A personagem Maria Carmem, uma menina de 11 anos que enfrenta solidão e bullying, foi inspirada na própria vida de Mariana.

Durante a conversa com participantes da Comunidade Todas no WhatsApp, Mariana expressou surpresa ao perceber que a identificação do público com Maria Carmem superou suas expectativas. A autora inicialmente pretendia retratar uma criança “esquisita”, mas descobriu que a personagem ressoava com muitas mulheres. “Várias amigas com quem poderia andar no recreio”, comentou.

Mariana revelou que a criação de Maria Carmem surgiu de um exercício de escrita, onde revisitou seus diários da infância. Ela recordou momentos de solidão e bullying, destacando que a escrita era sua fonte de autoestima. “Era o lugar em que eu era elogiada e reconhecida”, afirmou. A autora também mencionou um dilema imaginário sobre escolher entre ser bonita ou escrever, optando pela escrita.

Identificação com a Personagem

As leitoras da comunidade relataram se identificar com a intensidade da personagem. Algumas se veem refletidas em Maria Carmem, enquanto outras pensam em alunas ou filhas. “Me deu vontade de cuidar dela”, disse Elaine Rizzuti. A psicanalista Anne Hilling ressaltou a importância de lembrar da adolescência para lidar com os jovens de hoje.

Questionada sobre a viabilidade de viver da literatura, Mariana explicou que escreve durante suas férias como defensora pública. Ela permite que o fluxo de pensamentos guie sua narrativa, ajustando a história conforme avança na escrita.

Como parte da iniciativa Todas, a Folha oferece três meses de assinatura digital gratuita para mulheres, promovendo a leitura e a troca de experiências.

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