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Filmes e séries buscam novos destinos fora de Hollywood e mudam o cenário do cinema

Hollywood enfrenta uma migração crescente de produções para estados com incentivos fiscais, enquanto tarifas propostas por Trump geram polêmica.

Scarlett Johansson nos bastidores de 'Jurassic World: Recomeço', gravado em grande parte no Reino Unido, em Malta e na Tailândia (Foto: Jasin Boland/Divulgação)
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  • Hollywood enfrenta um êxodo de produções cinematográficas em busca de melhores condições de filmagem em países como Reino Unido e Itália.
  • Donald Trump propôs tarifas de até 100% sobre filmes rodados no exterior para conter essa saída, mas a medida é criticada por cineastas.
  • A Califórnia aumentou seus incentivos fiscais de US$ 330 milhões para US$ 750 milhões anuais para reter produções.
  • A Geórgia se destaca como novo polo cinematográfico, superando a Califórnia, com investimentos de cerca de US$ 2,5 bilhões na indústria desde o fim da pandemia.
  • Outros estados, como Louisiana, Texas e Novo México, também adotam incentivos fiscais para atrair produções, enquanto a Netflix expande suas operações fora de Hollywood.

Hollywood enfrenta um êxodo de produções cinematográficas em busca de melhores condições de filmagem em países como Reino Unido e Itália. Grandes blockbusters, como “Jurassic World: Recomeço”, e produções menores, como “Queer”, têm deixado Los Angeles devido a custos elevados e incentivos fiscais mais atrativos.

Recentemente, Donald Trump sugeriu a implementação de tarifas sobre filmes rodados fora dos Estados Unidos, que poderiam chegar a 100%. Essa proposta visa conter a saída de produções, mas é vista com desconfiança por cineastas, incluindo Wes Anderson e Spike Lee, que criticaram a medida no Festival de Cannes. A Califórnia, por sua vez, aumentou seus incentivos fiscais de US$ 330 milhões para US$ 750 milhões anuais para tentar reter as filmagens.

A Geórgia se destaca como um novo polo cinematográfico, superando a Califórnia em produções. Desde o fim da pandemia, o estado investiu cerca de US$ 2,5 bilhões na indústria, oferecendo créditos fiscais e parcerias com instituições educacionais para formar mão de obra qualificada. A pandemia também acelerou a migração, com muitos profissionais optando por não retornar a Los Angeles.

Além da Geórgia, outros estados como Louisiana, Texas e Novo México têm adotado incentivos fiscais agressivos. A Netflix, que planeja construir um complexo de US$ 1 bilhão em Nova Jersey, também está expandindo suas operações fora de Hollywood. A crescente busca por locações internacionais reflete uma mudança significativa na indústria, onde custos de produção e incentivos fiscais são fatores cruciais nas decisões dos estúdios.

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