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Montagem ‘A Médica’ explora preconceitos amplificados pelas redes sociais

A peça "A Médica" provoca debate sobre cancelamento digital e preconceitos, em cartaz no Masp até 24 de agosto. Ingressos a partir de R$ 40.

Foto: Reprodução
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  • A peça “A Médica”, dirigida por Nelson Baskerville e protagonizada por Clara Carvalho, é uma adaptação de “Professor Bernhardi”, de Arthur Schnitzler.
  • A trama foca na Dra. Ruth Wolff, que enfrenta um linchamento público após negar a extrema-unção a uma paciente em estado crítico.
  • A encenação explora preconceitos e a dinâmica do cancelamento nas redes sociais, utilizando cenários mutantes e projeções de videomapping.
  • Clara Carvalho apresenta uma performance intensa, destacando a ambiguidade da protagonista, enquanto o elenco diversificado provoca reflexões sobre questões sociais.
  • A peça está em cartaz no auditório do Masp, na Avenida Paulista, até 24 de agosto, com ingressos a partir de R$ 40,00.

A Médica, dirigida por Nelson Baskerville e estrelada por Clara Carvalho, é uma adaptação contemporânea da peça *Professor Bernhardi*, de Arthur Schnitzler. A encenação aborda dilemas éticos atuais, centrando-se na Dra. Ruth Wolff, que enfrenta um linchamento público após negar a extrema-unção a uma paciente em estado crítico.

A trama revela como a decisão de Ruth, que se recusa a permitir a entrada de um padre no quarto da jovem, desencadeia uma onda de preconceitos e julgamentos nas redes sociais. A montagem utiliza uma estrutura dinâmica e fragmentada, com cenários mutantes que refletem a instabilidade da vida sob julgamento. Projeções de videomapping materializam a violência virtual, transformando posts e memes em elementos ativos da narrativa.

Clara Carvalho apresenta uma performance intensa, destacando a ambiguidade da protagonista, que não é nem heroína nem vilã. O elenco diversificado, incluindo Adriana Lessa, que interpreta um médico branco, provoca uma reflexão sobre preconceitos sociais. A peça também aborda o impacto do cancelamento em personagens secundários, como Cacá, companheira de Ruth, que sofre de Alzheimer e enfrenta o apagamento social.

A montagem provoca uma reflexão sobre a dinâmica do cancelamento digital, onde reputações são destruídas sem espaço para defesa. A ausência de um “devido processo” no enredo reflete a rapidez e a falta de nuances dos julgamentos nas redes sociais. A peça questiona até que ponto a indignação coletiva é motivada por justiça ou por um prazer sádico na condenação.

A encenação está em cartaz no auditório do Masp, localizado na Avenida Paulista, até 24 de agosto, com sessões às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Os ingressos variam a partir de R$ 40.

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