- A polêmica sobre quem usou maquiagem primeiro, Secos e Molhados ou Kiss, foi reacendida com a estreia da cinebiografia de Ney Matogrosso, “Homem com H”.
- Ney Matogrosso afirmou que não se inspirou no Kiss, pois não conhecia a banda na época em que começou a usar maquiagem.
- O cantor destacou que suas influências vieram do kabuki, o teatro japonês, e que a maquiagem ajudava a preservar sua privacidade.
- Oswaldo Vecchione, da banda Made in Brazil, afirmou que sua banda já usava maquiagem em 1969, complicando ainda mais a discussão.
- Kiss surgiu em 1973, no mesmo ano do álbum de estreia dos Secos e Molhados, e ambos os grupos contribuíram para a confusão sobre a origem do uso de maquiagem no rock brasileiro.
A polêmica sobre quem usou maquiagem primeiro, Secos e Molhados ou Kiss, foi reacendida com a estreia da cinebiografia de Ney Matogrosso, intitulada “Homem com H”. Durante a divulgação do filme, Ney reafirmou que não se inspirou na banda americana, pois não a conhecia na época.
O cantor brasileiro, que liderou os Secos e Molhados, destacou que sua influência veio do kabuki, o teatro japonês. Ele explicou que começou a usar maquiagem para preservar sua privacidade. “Artista não podia andar na rua”, afirmou Ney, que buscou maquiagens brancas e pretas para criar sua imagem.
Oswaldo Vecchione, da banda Made in Brazil, trouxe um novo elemento à discussão ao afirmar que sua banda já se apresentava com maquiagem em 1969. Essa declaração complica ainda mais o debate sobre a origem do uso de maquiagem no rock brasileiro.
A história do uso de maquiagem por bandas de rock é complexa. Kiss surgiu em 1973, enquanto o álbum de estreia dos Secos e Molhados foi lançado no mesmo ano. Ambos os grupos contribuíram para a confusão, com Ney e integrantes do Kiss fazendo declarações provocativas ao longo dos anos.
Gene Simmons e Paul Stanley, do Kiss, desdenharam da ideia de plágio, afirmando que nunca ouviram falar do grupo brasileiro. A discussão sobre a maquiagem no rock continua a gerar debates, especialmente com a afirmação de Vecchione, que reabre a questão sobre a verdadeira origem do uso de rostos pintados no Brasil.
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