- A pintura “Samson e Dalila”, atribuída a Peter Paul Rubens, é uma obra famosa da National Gallery de Londres, mas sua autenticidade é contestada há quase 40 anos.
- A historiadora da arte Euphrosyne Doxiadis lançou um livro que questiona a autoria de Rubens, afirmando que a obra é uma cópia de baixa qualidade.
- Doxiadis argumenta que a pintura foi feita por discípulos do artista, possivelmente por Gaston Lévy.
- A National Gallery, em resposta, publicou um relatório defendendo a autenticidade da obra, utilizando técnicas de imagem e análise científica.
- A controvérsia continua a dividir especialistas, com alguns defendendo a autenticidade e outros, como Doxiadis, permanecendo céticos.
Controvérsia sobre a Autenticidade de “Samson e Dalila”
A pintura “Samson e Dalila”, atribuída a Peter Paul Rubens, é uma das obras mais icônicas da National Gallery de Londres, mas sua autenticidade é contestada há quase 40 anos. Recentemente, a historiadora da arte Euphrosyne Doxiadis lançou um livro que desafia essa atribuição, enquanto a galeria publicou um relatório defendendo a obra como autêntica.
Doxiadis, que dedicou grande parte de sua carreira a investigar a pintura, afirma que, ao vê-la pela primeira vez em 1987, percebeu que não era uma obra de Rubens, mas sim uma cópia de baixa qualidade. Em seu livro, intitulado “NG6461: The Fake Rubens”, ela argumenta que a pintura é uma imitação feita por discípulos do artista, possivelmente por Gaston Lévy, um curador que aprendeu com o pintor espanhol Joaquín Sorolla.
Evidências e Análises
A obra, pintada entre 1609 e 1610, retrata Samson em um momento de vulnerabilidade, enquanto Delilah corta seu cabelo. A autenticidade da pintura foi reafirmada em 1929 por Ludwig Burchard, mas após sua morte, descobriu-se que ele havia autenticado várias falsificações. Em 1980, a National Gallery adquiriu a obra por £2,5 milhões, um valor recorde na época.
Doxiadis aponta várias inconsistências que, segundo ela, indicam que a pintura é uma cópia. Um dos principais argumentos é que o pé direito de Samson está cortado na borda da tela, algo incomum para um artista de sua habilidade. Além disso, a representação de uma estátua de Vênus e Cupido no canto superior esquerdo apresenta pinceladas que parecem rudimentares, contrastando com a técnica refinada de Rubens.
Defesa da Autenticidade
Em resposta às alegações, a National Gallery publicou um relatório detalhado, liderado por Gregory Martin, um dos principais especialistas em Rubens. O estudo utilizou técnicas de imagem e análise científica para reafirmar a autenticidade da obra. O diretor da galeria, Gabriele Finaldi, destacou que a pesquisa oferece transparência e contribui para o campo da história da arte.
A controvérsia continua a polarizar especialistas e críticos. Enquanto alguns defendem a autenticidade da obra, outros, como Doxiadis, permanecem céticos. A discussão sobre “Samson e Dalila” exemplifica como a arte pode ser um campo de intenso debate, onde a percepção e a interpretação desempenham papéis cruciais.
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