- A artista sul-africana Sue Williamson apresenta sua primeira retrospectiva, “There’s something I must tell you,” na Iziko National Gallery, em Cape Town, até 24 de setembro.
- A exposição aborda a luta por justiça e a memória de comunidades marginalizadas na África do Sul, refletindo sobre os impactos do apartheid.
- O vídeo que dá nome à mostra traz conversas entre mulheres ativistas veteranas e suas netas, discutindo a história e as lutas atuais.
- Entre as obras, destaca-se “Messages from the Moat,” com 1.400 garrafas de vidro representando pessoas escravizadas, e a nova instalação “Don’t Let the Sun Catch You Crying,” que evoca a memória de District Six.
- A artista critica a forma tradicional de memorialização, utilizando materiais efêmeros e questionando o que deve ser lembrado na história sul-africana.
Sue Williamson, artista sul-africana, apresenta sua primeira retrospectiva, “There’s something I must tell you,” na Iziko National Gallery, em Cape Town, até 24 de setembro. A exposição destaca a luta por justiça e a memória de comunidades marginalizadas na África do Sul, refletindo sobre os impactos do apartheid.
A obra de Williamson, que combina fotografia, desenho e instalação, explora temas de memória e injustiça. O vídeo que dá nome à exposição apresenta conversas entre mulheres ativistas veteranas e suas netas, discutindo a história e as lutas que ainda persistem. A canção “Not Yet Uhuru,” de Letta Mbulu, ressoa com essas narrativas, simbolizando a busca contínua por liberdade.
Entre as instalações, “Messages from the Moat” (1997) se destaca, com 1.400 garrafas de vidro que representam pessoas escravizadas trazidas a Cape Town entre 1658 e 1700. A nova instalação, “Don’t Let the Sun Catch You Crying” (2024), apresenta seis cadeiras dispostas em círculo, evocando a memória de District Six, onde 60 mil pessoas foram removidas à força durante o apartheid.
Williamson também critica a forma tradicional de memorialização, utilizando materiais efêmeros para abordar a complexidade da história. Em uma sala dedicada à relação entre a África e seus colonizadores, um obelisco esquelético contrasta com monumentos tradicionais, questionando o que realmente merece ser lembrado. A exposição oferece uma narrativa íntima e multifacetada da história sul-africana, ressaltando a importância de restaurar a dignidade das vozes esquecidas.
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