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Maria Helena Vieira da Silva ganha destaque como ícone do modernismo brasileiro

A exposição em Veneza reafirma o legado de Maria Helena Vieira da Silva e atrai novos colecionadores e admiradores da arte abstrata.

Exposição de Maria Helena Vieira da Silva na Coleção Peggy Guggenheim. (Foto: Matteo De Fina)
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  • A nova exposição de Maria Helena Vieira da Silva está em andamento na Peggy Guggenheim Collection em Veneza, até 15 de setembro.
  • A mostra destaca suas obras abstratas e composições labirínticas, atraindo novos admiradores e colecionadores.
  • A artista, que viveu de 1908 a 1992, teve sua carreira marcada por exposições significativas, incluindo a “Exhibition by 31 Women” em 1943.
  • A curadora Flavia Frigeri ressalta que a arte de Vieira da Silva aborda temas universais, como a tragédia humana durante a Segunda Guerra Mundial.
  • O mercado de arte demonstra crescente interesse por suas obras, que podem alcançar valores de até 900 mil dólares.

Maria Helena Vieira da Silva, artista portuguesa reconhecida por suas obras abstratas, está em destaque na nova exposição da Peggy Guggenheim Collection em Veneza, que vai até 15 de setembro. A mostra, que explora suas composições labirínticas, atrai tanto novos admiradores quanto colecionadores de arte.

A artista, que viveu entre 1908 e 1992, teve sua carreira marcada por exposições significativas, incluindo a histórica “Exhibition by 31 Women” em 1943, na galeria de Peggy Guggenheim em Nova York. Após um período de obscuridade, suas obras estão novamente em evidência, especialmente após uma grande exposição itinerante realizada em 2022 e 2023 em Marselha e Dijon.

A curadora Flavia Frigeri destaca que a arte de Vieira da Silva aborda temas universais que ressoam com o presente, especialmente suas representações da tragédia humana durante a Segunda Guerra Mundial. Obras como “The Disaster” (1942) mostram figuras em meio ao caos, refletindo a luta pela sobrevivência em tempos de crise.

A exposição em Veneza é um marco na redescoberta da artista, que sempre buscou evitar classificações rígidas. Naïs Lefrancois, curadora do Musée des Beaux-Arts de Dijon, observa que Vieira da Silva não se encaixa em nenhum movimento artístico específico, o que a torna ainda mais intrigante para as novas gerações.

A artista, que se destacou em Paris ao lado de seu marido, o artista húngaro Arpad Szenes, foi influenciada por grandes nomes como Picasso e Matisse. Sua obra é caracterizada por uma fusão de estilos e uma busca constante por novas formas de expressão, refletindo sua visão única sobre o espaço e a vida.

O mercado de arte também demonstra crescente interesse por suas obras, que podem alcançar valores de até 900 mil dólares. A exposição em Veneza promete consolidar ainda mais o legado de Vieira da Silva, apresentando uma artista cuja visão labiríntica continua a inspirar e provocar reflexão.

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