Beyoncé encerrou sua turnê do álbum Cowboy Carter com um show em Las Vegas, onde teve a participação de Jay-Z, que a beijou no palco. Kelly Rowland e Michelle Williams, do Destiny’s Child, também se juntaram a ela, marcando a primeira reunião do grupo desde 2018. Lançado em 2024, Cowboy Carter é o álbum que liderou a turnê e rendeu a Beyoncé os Grammys de Melhor Álbum Country e Álbum do Ano, o primeiro da sua carreira. O álbum recebeu críticas positivas, com notas altas em várias publicações, e é parte de uma trilogia que começou com Renaissance em 2022. A expectativa em torno do álbum foi aumentada por uma estratégia de marketing que envolveu mistério e pistas visuais. Com 27 faixas, Cowboy Carter mistura estilos musicais e traz uma narrativa cinematográfica. A sonoridade inclui instrumentos analógicos e sons do faroeste, enquanto Beyoncé mistura gêneros como country, trap e rock. O álbum também aborda questões sociais e políticas, destacando a presença negra na música country e gerando um debate sobre suas origens. Beyoncé fez história ao ter o primeiro single de uma mulher negra no topo da Billboard Hot Country Songs. Cowboy Carter é um marco na carreira da artista, que redefine o que é considerado country e celebra as raízes negras na música americana.
Beyoncé encerrou neste último sábado (26) a turnê do seu álbum *Cowboy Carter* com um show em Las Vegas, nos Estados Unidos. A apresentação contou com a participação de Jay-Z, que beijou sua esposa em cima dos palcos.
O rapper não foi a única participação especial no show. Kelly Rowland e Michelle Williams, do *Destiny’s Child*, grupo em que Beyoncé fazia parte, também subiram ao palco, o que marcou a primeira reunião do grupo desde a apresentação no *Coachella* em 2018.
O álbum Cowboy Carter, lançado em 2024, é o carro-chefe da turnê e rendeu a Beyoncé os Grammys de *“Melhor Álbum Country”* e *“Álbum do Ano”* , o primeiro de sua carreira. Ele faz parte da trilogia iniciada com *Renaissance*, em 2022, e marca a segunda etapa do projeto.
O disco foi muito bem recebido pela crítica, com notas como 91 no Metacritic, 9/10 da Clash Magazine e ficando em segundo lugar na lista de melhores álbuns de 2024 da Rolling Stones. Diversos fatores justificam não só a premiação e as notas altas, mas todo o holofote que o álbum ganhou, tanto dentro quanto fora dos palcos, e que o torna um grande marco na carreira da Beyoncé.
O motivo da popularidade de Cowboy Carter
Também chamado de *Act II: Cowboy Carter*, o álbum é a segunda parte da trilogia iniciada por *Renaissance em 2022*. Isso por si só já gerou uma grande expectativa e é um dos motivos que deixam os fãs ainda mais ansiosos para o próximo lançamento da cantora.
Outro fator que alavancou o álbum foi a estratégia de marketing cercada de silêncio e mistério. Beyoncé não falou sobre o projeto em entrevistas, soltou apenas pistas visuais e anúncios enigmáticos por semanas, o que gerou um “buzz” orgânico e um engajamento enorme antes mesmo dos singles e da identidade visual serem oficialmente lançados.
Depois do lançamento, a parte técnica do álbum também recebeu muitos elogios. Com 27 faixas, *Cowboy Carter* é uma verdadeira epopeia ocidental que reinterpreta o estilo dos filmes clássicos de faroeste, agora liderados por Beyoncé.
A sonoridade do álbum aposta em instrumentos analógicos, como violão, banjo, acordeão, steel guitar, além de sons como estalos, cascos de cavalo e batidas feitas com unhas e passos, o que cria uma ambientação única para o projeto.
Beyoncé também quebrou barreiras ao misturar gêneros musicais sem perder a coesão artística do álbum. A faixa *Spaghettii*, por exemplo, traz um sample do funk carioca *Aquecimento das Danadas*, enquanto *Daughter* inclui trechos da ária clássica *Caro Mio Ben*, com vocais de ópera.
Ao longo do álbum, a cantora passa por vários outros estilos como country, trap, soul, rock, flamenco, fado, house, bluegrass e organiza o álbum como uma narrativa cinematográfica em atos. Essa variedade não é por acaso, ela expressa uma afirmação estética e política de identidade.
Fora das plataformas de streaming e dos aparelhos de som caseiros, os palcos também influenciaram, e muito, na sua popularidade. Com shows gigantescos que atraíram desde os fãs mais recentes até os mais velhos, Beyoncé conseguiu fazer uma verdadeira obra de arte em suas apresentações. As premiações de *”Álbum Country do Ano”* e *”Álbum do Ano”* no Grammy aumentaram ainda mais a procura por seus espetáculos.
O papel político e social do álbum
Quando se fala de Beyoncé, a parte social e política dos seus projetos não poderiam ficar de fora, e não foi diferente com *Cowboy Carter*. Nele, a cantora faz um reposicionamento racial e histórico dentro do country, um gênero tradicionalmente branco, e destaca a presença negra nas origens desse estilo musical.
No álbum, Beyoncé assume o papel do cowboy como símbolo de afirmação cultural e relembra a exclusão que sofreu, especialmente depois da apresentação no *CMA Awards* de 2016, quando se sentiu rejeitada no mundo da música country.
O álbum lançou um debate global sobre quem pode definir o country e revelou as raízes históricas negras do gênero, o que inspirou o público e artistas marginalizados a reivindicar seu lugar nessas músicas.
Com isso, ela alcançou um feito histórico: Teve o primeiro single (*Texas Hold ’Em*) de uma mulher negra a alcançar o topo da *Billboard Hot Country Songs*, além de liderar também a *Billboard Hot 100*.
*Cowboy Carter* tem de tudo e mais um pouco para ser mundialmente aclamado e levar milhares de pessoas aos estádios para ver Beyoncé performar não apenas músicas, mas um verdadeiro espetáculo em cima dos palcos. Ela abriu os olhos do mundo da música para os limites do que é considerado country e trouxe à tona, com mais força do que nunca, as raízes negras na música americana. Como a própria artista definiu, trata-se de um álbum Beyoncé, e não de um álbum country.
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