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Rapper L7nnon retrata a vida nas periferias na série ‘Dona de Mim’

L7nnon explora os desafios da reintegração social em sua nova atuação como Ryan na novela "Dona de Mim" e reflete sobre a vida na periferia

L7nnon diz que a experiência em 'Dona de Mim' fez com que ele considerasse dar novos passos na dramaturgia (Foto: Manoella Mello/Globo)
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  • O rapper L7nnon atua na novela “Dona de Mim” como Ryan, um ex-detento que busca recomeçar na vida.
  • O personagem enfrenta preconceitos e a realidade da periferia, refletindo as dificuldades de reintegração social.
  • L7nnon já havia atuado em clipes e filmes independentes antes de receber o convite para a novela.
  • Ele destaca a identificação do público com seu personagem e a aceitação da sua nova carreira.
  • Conciliar música e atuação tem sido desafiador, mas ele pretende continuar explorando a dramaturgia.

Ana Cora Lima, Rio de Janeiro – O rapper L7nnon, conhecido por suas letras que retratam a vida na periferia, agora brilha também na televisão. Ele interpreta Ryan, um ex-detento que busca recomeçar na novela “Dona de Mim”. O personagem reflete as dificuldades enfrentadas por muitos que tentam se reintegrar à sociedade, lidando com preconceitos e desconfiança.

Em sua atuação, L7nnon busca representar a dor de quem deseja uma nova chance. “A dor de perceber que o mundo já não vai te enxergar da mesma forma”, afirma. Ele destaca que muitos na periferia se envolvem com o crime por falta de oportunidades, ressaltando que a realidade é complexa e vai além do estereótipo.

A Transição para a Atuação

Embora a atuação seja uma novidade, L7nnon já havia experimentado o mundo da interpretação em clipes e filmes independentes. O convite para “Dona de Mim” foi uma surpresa. “Quando fiz o teste, pensei: ‘Será?’. Fiquei surpreso quando me ligaram confirmando”, relembra. Ele está ciente das críticas que pode enfrentar, mas acredita que há espaço para todos na arte. “Ninguém me deu o L7nnon de presente. Eu construí isso”, defende.

O rapper também compartilha suas inseguranças. “Na minha primeira aparição, pensei: ‘Não gostei’. Tive medo de transformar o que poderia ser uma bênção em maldição”, conta. No entanto, a resposta do público tem sido positiva. “Hoje, quase ninguém pergunta de música. É sempre: ‘E aí, vai sair da cadeia quando?’”, relata, divertindo-se com a identificação do público com seu personagem.

Reflexões sobre a Realidade

L7nnon destaca que a maioria das pessoas na favela é composta por sonhadores e trabalhadores, não apenas por aqueles envolvidos no tráfico. “Menos de 5% dos moradores de favela estão no tráfico”, afirma. Ele vê sua trajetória e a de Ryan como exemplos de superação. “A coisa mais injusta seria eu não acreditar na mudança de alguém”, diz.

Conciliar música e atuação tem sido desafiador. “Gravei de segunda a sexta e, no sábado, tenho dois shows. É um cansaço físico e mental tremendo, mas está valendo a pena”, revela. Essa experiência o faz considerar novos caminhos na dramaturgia, afirmando que deseja continuar aprendendo e se arriscando.

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