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Pablo Heras-Casado defende a ousadia na interpretação da Quinta de Beethoven

Pablo Heras-Casado destaca a relevância de Wagner e a complexidade de "Parsifal" em sua terceira direção no Festspielhaus de Bayreuth

Pablo Heras-Casado posa para a ICON em Madrid, a cidade onde vive, embora passe boa parte do ano viajando. (Foto: Ayub El Kadmiri)
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  • Pablo Heras-Casado, diretor de orquestra, retorna a Bayreuth para dirigir “Parsifal” pela terceira vez.
  • O evento acontece no Festspielhaus, criado por Richard Wagner, que recebe amantes da música clássica há 149 anos.
  • O maestro destaca a complexidade do espaço, que exige ajustes dinâmicos devido à sua acústica desafiadora.
  • Heras-Casado se prepara para um ciclo completo do “Anel” em 2028 e observa a relevância das histórias nórdicas de Wagner nos conflitos atuais.
  • Ele comenta sobre a percepção de crise de público na música clássica, afirmando que isso não diminui sua importância.

Pablo Heras-Casado, renomado diretor de orquestra, retorna a Bayreuth para dirigir “Parsifal” pela terceira vez. O evento ocorre no icônico Festspielhaus, criado por Richard Wagner, que atrai amantes da música clássica há 149 anos. Heras-Casado destaca a complexidade do espaço, que exige ajustes dinâmicos devido ao seu formato peculiar e à acústica desafiadora.

O maestro, que se prepara para um ciclo completo do “Anel” em 2028, reflete sobre a relevância da obra de Wagner nos dias atuais. Ele observa que as tensões presentes nas histórias nórdicas do libreto ressoam com os conflitos contemporâneos. “A música de Wagner nunca será um arte de massas, mas é universal e requer preparação”, afirma.

Heras-Casado, que começou sua trajetória musical em um ambiente sem influência, revela que seu desejo de dirigir surgiu na adolescência. Ele enfatiza a importância de explorar obras complexas e a necessidade de paciência e reflexão na arte. “O arte é um lugar onde precisamos valorizar a complexidade”, diz.

O maestro também comenta sobre a suposta crise de público na música clássica, ressaltando que essa percepção não é nova. “A música clássica sempre teve seu público envelhecendo, mas isso não diminui sua importância”, conclui. A expectativa para sua direção do ciclo do “Anel” em Bayreuth é alta, prometendo uma experiência intensa e transformadora para os espectadores.

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