- O grupo The Velvet Sundown, gerado por inteligência artificial, alcançou 1,1 milhão de seguidores no Spotify.
- Artistas como Damso e Jul estão utilizando IA em suas produções musicais, gerando discussões sobre autenticidade.
- Damso incorporou coros gerados por IA em seu álbum BĒYĀH, considerando a tecnologia uma ferramenta útil.
- O produtor Timbaland lançou o selo Stage Zero, focado em música pop gerada por IA, apresentando a artista fictícia TaTa.
- Apesar do crescimento, a música gerada por IA representa apenas 0,5% das reproduções no Deezer, levantando preocupações sobre remuneração e regulamentação no setor.
O fenômeno da inteligência artificial (IA) na música ganhou destaque com o grupo The Velvet Sundown, que, apesar de ser gerado por IA, conquistou 1,1 milhão de seguidores no Spotify. Especialistas afirmam que isso marca o início de uma nova era na indústria musical. Artistas reais, como o rapper Damso, também estão incorporando a tecnologia em suas produções. Em seu álbum BĒYĀH, Damso utilizou coros gerados por IA, afirmando que a tecnologia é uma ferramenta a ser explorada.
Além de Damso, outros músicos, como a compositora francesa Delaurentis e o DJ canadense Caribou, têm usado IA para modificar suas vozes. O rapper francês Jul é alvo de especulações sobre o uso de IA em sua música “Toi et moi”, onde sua voz aparece alterada, gerando dúvidas entre os ouvintes. Essa incerteza em relação ao uso da tecnologia é um dos pontos que mais provoca discussões no meio musical.
Impacto e Desafios
A IA generativa tem o potencial de revolucionar a criação musical, permitindo a produção de faixas completas e até mesmo artistas fictícios. O produtor Timbaland lançou o selo Stage Zero, focado em música pop gerada por IA, apresentando a artista TaTa, que não existe na realidade. Lisa Yang, analista da Goldman Sachs, destacou que a IA pode acelerar e reduzir custos na produção musical.
Entretanto, o impacto real da música gerada por IA ainda é limitado. Dados indicam que, embora 18% do conteúdo enviado seja gerado por IA, isso representa apenas 0,5% das reproduções no Deezer. A questão da remuneração e a transparência sobre os dados utilizados por empresas de IA gerativa são preocupações crescentes entre os detentores de direitos autorais. Odile de Plas, da revista Télérama, enfatiza a necessidade de regulamentação para garantir a proteção dos artistas e a integridade do mercado musical.
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