- Ílias Tzempetonidis, diretor artístico do Teatro San Carlo de Nápoles, lidera um recital no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 26.
- O evento conta com jovens talentos da Academia do San Carlo e destaca o estilo italiano de canto.
- Seis artistas se apresentam, acompanhados pelo pianista Luca Spinosa.
- Tzempetonidis defende a preservação do estilo italiano e comenta sobre a evolução da ópera contemporânea.
- O recital será apresentado também em São Paulo, no Teatro B32, nesta quinta-feira.
Ílias Tzempetonidis, renomado diretor artístico do Teatro San Carlo de Nápoles, lidera um recital no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 26, com jovens talentos da Academia do San Carlo. O evento destaca a importância do estilo italiano de canto e a visão de Tzempetonidis sobre a evolução da ópera contemporânea.
O recital, parte da série O GLOBO/Dellarte, contará com seis promissores artistas: Maria Knihnytska, Desirée Giove, Maurizio Bove, Francesco Doto, Sayumi Kaneko e Yunho Eric Kim, todos acompanhados pelo pianista Luca Spinosa. Tzempetonidis, que já atuou em casas como a Scala de Milão e a Opéra de Paris, enfatiza a importância de preservar o estilo italiano, que considera essencial para a autenticidade da ópera.
A Academia do San Carlo, criada há quatro anos, já recebeu 483 inscrições de diversos países. Tzempetonidis acredita que o estilo italiano não está em risco, embora note que em países de língua alemã e no Reino Unido a interpretação pode divergir do que foi escrito pelos compositores. Ele defende que a Itália continua sendo o lugar ideal para ouvir a verdadeira essência da ópera.
O diretor também reflete sobre a pressão que os artistas enfrentam e a importância do trabalho árduo. Ele destaca que, apesar das redes sociais e dos shows de talento, o verdadeiro sucesso na ópera vem do esforço e da dedicação. O recital também será apresentado em São Paulo, no Teatro B32, nesta quinta-feira.
Tzempetonidis, que frequenta o Rio há 25 anos, compartilha suas experiências e desafios ao dirigir teatros, ressaltando a necessidade de entender o público e suas expectativas. Ele acredita que a qualidade artística deve sempre ser priorizada, especialmente em teatros que dependem de financiamento público.
Entre na conversa da comunidade