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Psytrance une Brasil e Israel e gera polêmica durante conflito em Gaza

A guerra em Gaza impacta a cena do psytrance, com cancelamentos de eventos e polêmicas sobre artistas israelenses em festivais internacionais

Frequentador em festa de psytrance (Foto: Reprodução)
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  • O psytrance, gênero musical que surgiu na Índia nos anos 1980, enfrenta dificuldades devido à guerra em Gaza.
  • O conflito resultou no cancelamento de eventos e na polêmica sobre a presença de artistas israelenses, como o DJ Skazi, que cancelou sua participação no Tomorrowland por questões de segurança.
  • Festas que antes simbolizavam paz e união agora são afetadas. A presença de artistas israelenses em festivais brasileiros, como o Universo Paralello, gera debates éticos e políticos.
  • Apesar disso, a cena do psytrance no Brasil continua a crescer, com festivais como Amazontribe e Cyclus atraindo grandes públicos. O Festival Maya terá um número igual de artistas brasileiros e israelenses.
  • Festivais internacionais, como DGTL e Sónar, enfrentam boicotes e cancelamentos no Brasil devido a suas ligações com Israel, refletindo a divisão atual na música por questões geopolíticas.

O cenário do psytrance, um gênero musical que emergiu na Índia nos anos 1980 e se consolidou em Israel, enfrenta desafios significativos devido à guerra em Gaza. O conflito resultou no cancelamento de eventos e gerou polêmica sobre a participação de artistas israelenses, como o DJ Skazi, que desistiu de se apresentar no Tomorrowland por questões de segurança.

Desde o início da guerra, festas que antes simbolizavam paz e união passaram a ser afetadas. Skazi, conhecido por sua ligação com o exército israelense e por ter se apresentado em eventos militares, cancelou sua participação em um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, o Tomorrowland, após receber críticas de ativistas pró-Palestina. A presença de artistas israelenses em festivais brasileiros, como o Universo Paralello, também levanta questões éticas e políticas.

A cena do psytrance no Brasil, por outro lado, continua a prosperar. Festivais como Amazontribe e Cyclus atraem grandes públicos, com eventos que podem reunir até 25 mil pessoas. A programação do Festival Maya, por exemplo, contará com um número igual de artistas brasileiros e israelenses, refletindo a interconexão entre as duas culturas.

A popularidade do psytrance em Israel cresceu nas últimas décadas, mas a guerra atual trouxe à tona uma nova dinâmica. Eventos que antes eram clandestinos agora se tornaram mainstream, mas a presença de bandeiras israelenses em festas brasileiras é um tema controverso. O DJ Xamã, residente da Universo Paralello, destaca a complexidade da situação, afirmando que é impossível dissociar a música da política.

Enquanto isso, festivais internacionais enfrentam boicotes e cancelamentos devido a suas ligações com Israel. O DGTL e o Sónar, por exemplo, tiveram eventos cancelados no Brasil em resposta a pressões de movimentos pró-Palestina. A situação atual do psytrance reflete um momento de tensão, onde a música, que sempre buscou unir, agora se vê dividida por questões geopolíticas.

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