- Silvio Tendler, cineasta brasileiro, faleceu aos 75 anos em 5 de outubro devido a uma infecção generalizada.
- O enterro ocorrerá no dia 7 de outubro no Cemitério Comunal Israelita do Caju, no Rio de Janeiro.
- Tendler dedicou mais de quatro décadas ao cinema, com mais de 70 filmes, incluindo documentários sobre temas políticos e sociais.
- Seu último trabalho, “O futuro é nosso!”, foi lançado em 2023 e realizado durante a pandemia.
- Ele deixa um legado significativo e é lembrado por sua defesa de uma sociedade mais justa, além de sua contribuição ao teatro e à cultura brasileira.
Um dos mais importantes cineastas brasileiros, Silvio Tendler, faleceu na última sexta-feira (5), aos 75 anos, em decorrência de uma infecção generalizada. O diretor estava internado no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, e seu enterro ocorrerá no dia 7 de outubro, no Cemitério Comunal Israelita do Caju, no Rio de Janeiro.
Tendler, que dedicou mais de quatro décadas ao cinema, é conhecido por seus documentários que abordam temas políticos e sociais. Com mais de 70 filmes em sua carreira, ele ajudou a contar a história do Brasil através de obras como “Os anos JK” e “Jango”. Seu último trabalho, “O futuro é nosso!”, lançado em 2023, foi realizado durante a pandemia e contou com entrevistas por videoconferência, incluindo a participação do cineasta britânico Ken Loach.
Legado e Contribuições
O cineasta, apelidado de “o cineasta dos vencidos”, deixou um legado significativo, refletindo as lutas de figuras marcantes da política brasileira. Entre seus documentários mais notáveis estão “Tancredo: A travessia” e “Marighella, retrato falado do guerrilheiro”. Hernani Heffner, gerente da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio, destacou que Tendler será lembrado pelo seu espírito combativo e pela defesa de uma sociedade mais justa.
Além de seu trabalho no cinema, Tendler também se aventurou na direção teatral e na curadoria de exposições. Em 2023, ele dirigiu a peça “Olga e Luís Carlos, uma história de amor”, baseada na correspondência entre Luís Carlos Prestes e Olga Benário. Sua trajetória foi marcada por desafios de saúde, incluindo uma neuropatia diabética que afetou sua locomoção, mas isso não o impediu de continuar criando.
Reconhecimento e Impacto
Nascido no Rio de Janeiro em 1950, Tendler começou sua carreira no cinema nos anos 1960, passando por exílio no Chile e na França. Ele fundou a produtora Caliban e se tornou um marco no documentário brasileiro. Em 2023, recebeu a Ordem do Mérito Cultural e foi reconhecido por sua contribuição à cultura nacional.
Tendler deixa sua esposa, Fabiana Fersasi, e a filha, Ana Tendler. Seu impacto no cinema e na cultura brasileira permanece, inspirando novas gerações de cineastas e documentaristas.
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