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África ganha destaque em minifestival de música e mostra de cinema no Brasil

Rio de Janeiro recebe o minifestival "Africanize-se" e a Mostra de Cinemas Africanos, com artistas e filmes de diversas nações africanas

Nino Galissa, da Guiné-Bissau, toca uma harpa Kora de 21 cordas, enquanto uma cena do filme 'O fardo da Nigéria' é exibida ao fundo (Foto: Reprodução)
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  • O minifestival Africanize-se ocorre no Manouche nos dias 9 e 10 de setembro, destacando artistas de Angola e Guiné-Bissau.
  • Na terça-feira, se apresentam Jorge Mulumba e Helder Rei do Kuduro.
  • Na quarta-feira, Nino Galissa e Patche Di Rima representam a Guiné-Bissau.
  • O CCBB inicia a Mostra de Cinemas Africanos, com abertura na quarta-feira às 17h30, exibindo o filme O fardo da Nigéria.
  • A mostra apresenta 20 filmes de 11 países africanos, com destaque para Sobre quando quebrei o silêncio e Demba, que encerra o evento no dia 15.

Nesta semana, o Rio de Janeiro se transforma em um polo de celebração da cultura africana contemporânea. O minifestival Africanize-se acontece no Manouche, apresentando artistas de Angola e Guiné-Bissau, enquanto o CCBB inicia a Mostra de Cinemas Africanos, exibindo 20 filmes de 11 países africanos.

O Africanize-se ocorre nos dias 9 e 10 de setembro. Na terça-feira, o palco será ocupado por Jorge Mulumba, que traz a sonoridade de instrumentos africanos, e Helder Rei do Kuduro, um dos pioneiros do kuduro fora de Angola. Na quarta-feira, a Guiné-Bissau será representada por Nino Galissa, que combina a harpa Kora com afro-pop e jazz, e Patche Di Rima, que mistura ritmos tradicionais guineenses com afrobeat e outros estilos, criando o que ele chama de “sikó”.

Mostra de Cinemas Africanos

Simultaneamente, o CCBB dá início à Mostra de Cinemas Africanos, que chega ao Rio após passar por seis cidades brasileiras. A mostra exibe, de forma gratuita, filmes premiados, muitos deles inéditos no Brasil. A abertura, marcada para quarta-feira às 17h30, contará com a exibição de O fardo da Nigéria, que retrata a luta de jovens dançarinos em Lagos. Após a sessão, haverá um debate com a diretora Ema Edosio.

Entre os destaques da programação estão o aclamado Sobre quando quebrei o silêncio, de Rungano Nyoni, e o novo longa Demba, de Mamadou Dia, que encerra o evento no dia 15, também às 17h30. A curadoria é realizada por Ana Camila Esteves e Jacqueline Nsiah, integrante do comitê de seleção da Berlinale. As senhas para as sessões podem ser retiradas a partir das 9h do dia da exibição, tanto online quanto na bilheteira.

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