- Célia Sampaio, pioneira do reggae no Brasil, se apresentou no festival The Town no dia 14 de setembro.
- Ela conduziu um ritual de defumação em homenagem à nova fase da cantora Iza, que agora se dedica ao reggae.
- A presença de Sampaio foi destacada nas redes sociais, apresentando-a como uma figura icônica do gênero.
- Nascida em março de mil novecentos e sessenta e quatro, Sampaio é uma referência da cultura afro-maranhense e iniciou sua carreira no Bloco Afro Akomabu em mil novecentos e oitenta e quatro.
- Com sucessos como “Black Power” e “Ayabá Rainha”, ela continua a influenciar novas vozes femininas no reggae, promovendo seu EP “Eparrey”.
De azul e adornada com joias douradas, Célia Sampaio, a primeira mulher a lançar um álbum de reggae no Brasil, fez uma aparição marcante no festival The Town no último domingo (14). Durante o evento, ela conduziu um ritual de defumação em homenagem à nova fase da cantora Iza, que agora se volta para o reggae, ressaltando a importância da Dama do Reggae na história do gênero no país.
A presença de Sampaio no palco não passou despercebida. Embora muitos na plateia não a conhecessem, a repercussão nas redes sociais rapidamente a apresentou como uma figura icônica do reggae brasileiro. Nascida em março de 1964 em São Luís do Maranhão, Sampaio é uma referência da cultura afro-maranhense e do reggae, tendo iniciado sua carreira no Bloco Afro Akomabu em 1984.
Trajetória Marcante
Célia Sampaio não apenas abriu portas em um cenário musical predominantemente masculino, mas também se destacou como a única mulher da banda Guethos, a primeira do gênero a se apresentar no Teatro Arthur Azevedo. Sua carreira solo começou em 1999, com o lançamento do álbum “Diferente”, que consolidou seu pioneirismo no reggae nacional. Com composições que refletem a rica cultura maranhense, Sampaio se tornou uma voz ativa em diversas causas sociais.
Ao longo dos anos, sua música se entrelaçou com movimentos sociais, incluindo participações em projetos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ações de solidariedade, como o SOS Maranhão, convocado por Alcione em 2009. Em 2011, foi homenageada no Troféu Black Power e, em 2012, seu legado foi celebrado como enredo da Unidos de Ribamar no carnaval de São Luís.
Legado e Influência
Com sucessos como “Black Power” e “Ayabá Rainha”, Sampaio se tornou uma afirmação de identidade e resistência. Sua atuação no festival The Town não apenas celebrou sua trajetória, mas também dialogou com novas vozes femininas no reggae, como Tati Portella e Marina Peralta. Aos 61 anos, enquanto promove seu EP “Eparrey”, Célia Sampaio reafirma seu papel fundamental na música brasileira, mostrando que o reggae tem uma dama e uma nova geração de mulheres que seguem seu caminho.
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