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Drake perde processo por difamação envolvendo Kendrick Lamar

Drake perde ação de difamação contra a Universal Music Group; juíza Jeannette A. Vargas considera as declarações como opinião não acionável em 9 de outubro

Drake and Kendrick Lamar
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  • A juíza Jeannette A. Vargas rejeitou a ação de difamação de Drake contra a Universal Music Group; a decisão foi anunciada em 9 de outubro.
  • Ela considerou as declarações da música “Not Like Us”, de Kendrick Lamar, como opiniões não acionáveis, não como fatos verificáveis.
  • Drake argumentou que a gravadora usou a controvérsia para promover a faixa e citou botstreams; a Universal Music Group negou, dizendo que a ação feria a liberdade de expressão artística.
  • A juíza analisou evidências como tweets e comentários de fãs, consideradas insuficientes para sustentar as acusações.

Drake perdeu a ação de difamação contra a Universal Music Group (UMG) relacionada à música “Not Like Us”, de Kendrick Lamar. A decisão foi proferida pela juíza Jeannette A. Vargas em 9 de outubro, que considerou as declarações da canção como opiniões não acionáveis. O rapper havia alegado que a faixa continha acusações falsas, insinuando que ele seria um pedófilo.

A juíza analisou o contexto da batalha de rap entre Drake e Lamar, afirmando que o público não deve interpretar diss tracks como conteúdos jornalísticos que transmitem informações verificáveis. Vargas destacou que as alegações de Drake não se sustentavam, pois não podiam ser entendidas como fatos. Ela também mencionou a natureza provocativa e inflamatória típica desse tipo de música.

Rejeição das Alegações

Drake havia processado a UMG, alegando que a gravadora se aproveitou da controvérsia para promover “Not Like Us”, utilizando estratégias como botstreams para aumentar sua popularidade. A UMG negou as acusações e defendeu que a ação judicial era um ataque à liberdade de expressão artística. Em declaração à Rolling Stone, um porta-voz da gravadora expressou satisfação com a decisão judicial, ressaltando que a ação nunca deveria ter sido iniciada.

A juíza também analisou as alegações de manipulação de streaming e considerou as evidências apresentadas por Drake, como tweets e comentários de fãs, insuficientes para sustentar suas reivindicações. A decisão marca um importante desdobramento na relação entre artistas e a interpretação de suas obras no contexto da liberdade criativa.

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