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Ação contra Spotify considera bilhões de streams de Drake fraudulentos

Ação coletiva na Califórnia acusa Spotify de fraude em massa com bots beneficiando Drake; RBX é o requerente principal, buscando indenizações e identificação de vítimas

Drake during Game One of the 2025 World Series on Oct. 24, 2025
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  • Uma nova ação coletiva foi movida na Califórnia contra a Spotify, alegando fraudes em larga escala que beneficiariam Drake; o processo foi protocolado no domingo e cita bilhões de streams fraudulentos, uso de bots e VPNs, com RBX como autor principal.
  • A ação sustenta que, sob supervisão da Spotify, grande volume de streams falsos é gerado mensalmente, prejudicando artistas cujos royalties dependem do total de streams; afirma que a empresa tinha conhecimento ou deveria ter sobre fraude em aproximadamente 37 bilhões de streams de Drake.
  • Entre as evidências, aponta aumento anômalo de streams em locais incompatíveis; por exemplo, em quatro dias de 2024, 250 mil streams da música No Face teriam origem na Turquia, mas mapeados para o Reino Unido; também cita contas que reproduzem Drake quase continuamente.
  • A ação pede certificação do processo, indenizações e identificação de vítimas; destaca perdas financeiras na indústria entre 300 milhões e 3 bilhões de dólares por ano, e aponta estudo na França indicando 1% a 3% de streams fraudulentos.
  • A Spotify afirma que coopera com investigações e busca resolução rápida; as investigações já ocorrem em outros países, incluindo a Turquia.

Uma nova ação coletiva foi movida contra a Spotify na Califórnia, acusando a plataforma de permitir fraudes em larga escala que beneficiariam o rapper Drake. O processo, protocolado no domingo, cita bilhões de streams fraudulentos e o uso de bots e VPNs para manipular números de audiência. O músico RBX é o autor principal da ação.

O documento alega que, sob a supervisão da Spotify, uma quantidade massiva de streams falsos é gerada mensalmente. Essas práticas prejudicam artistas legítimos, já que os royalties são distribuídos com base no número total de streams. A ação afirma que a Spotify tinha conhecimento ou deveria ter conhecimento sobre a natureza fraudulenta de uma porcentagem significativa dos aproximadamente 37 bilhões de streams de Drake.

Entre as evidências apresentadas, a ação menciona um aumento anômalo de streams em locais que não suportariam tal volume de audiência. Um exemplo citado é que, em um período de quatro dias em 2024, 250 mil streams da música “No Face” foram originados na Turquia, mas geograficamente mapeados para o Reino Unido. O processo também destaca que um número considerável de contas que reproduzem as músicas de Drake opera quase continuamente.

Impactos Financeiros

As fraudes de streaming têm sido um tema recorrente na indústria musical, com estimativas de perdas financeiras variando de 300 milhões a 3 bilhões de dólares anualmente. Um estudo na França indicou que de 1% a 3% de todos os streams podem ser fraudulentos. A ação coletiva pede a certificação do processo, indenizações e a identificação de vítimas afetadas.

A Spotify já enfrenta investigações em outros países, incluindo a Turquia, onde as autoridades examinam alegações de manipulação de listas de reprodução e uso de bots. Um porta-voz da plataforma afirmou que está colaborando com as investigações e busca uma resolução rápida.

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