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MC Carol fala sobre machismo e união feminina em busca de representatividade

MC Carol, de 32 anos, lança 8 Horas de Prazer com Lia Clark e Tropkillaz; debate empoderamento feminino, representatividade LGBTQIAPN+ e desigualdades em festivais e cachês, e aponta shows em blocos de Carnaval e festivais

Lia Clark e MC Carol — Foto: Divulgação
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  • MC Carol lançou na quinta-feira (6) a música 8 Horas de Prazer, com Lia Clark e Tropkillaz, abordando empoderamento feminino e representatividade.
  • A parceria com Lia Clark é um marco para unir forças e promover a inclusão, especialmente da comunidade LGBTQIAPN+. “Ainda não dividimos o microfone ao vivo, mas quero muito fazer shows juntas, nos blocos de Carnaval e festivais”, disse Carol.
  • A artista tem 32 anos e atua também como ativista social, defendendo a presença feminina no funk.
  • Mesmo com avanços, Carol aponta desigualdades em eventos e cachês, lembrando que no passado havia mais mulheres dançando para MCs homens do que cantando as próprias músicas.
  • A faixa é um passo para ampliar o diálogo sobre a evolução do espaço feminino na música e a representatividade, com possibilidade de apresentações conjuntas em blocos de Carnaval e festivais.

MC Carol, uma das principais vozes do funk brasileiro, lançou na quinta-feira (6) a nova música 8 Horas de Prazer, em colaboração com Lia Clark e Tropkillaz. A canção aborda temas de empoderamento feminino, representatividade e a luta por igualdade no cenário musical. Carol, aos 32 anos, tem se destacado não apenas pela sua música, mas também por seu ativismo social.

A parceria com Lia Clark é um marco na trajetória das duas artistas. Carol ressaltou a importância de unir forças para desafiar padrões e promover a inclusão, especialmente da comunidade LGBTQIAPN+. “Ainda não dividimos o microfone ao vivo, mas quero muito fazer shows juntas, nos blocos de Carnaval e festivais”, afirmou.

Avanços e Desafios

Apesar dos avanços na presença feminina no funk, Carol destacou que ainda existem desigualdades, especialmente em eventos e na remuneração. “Quando comecei, havia muito mais mulheres dançando para os MCs homens do que cantando suas próprias músicas. Hoje vemos mulheres em várias funções, mas a luta continua”, disse.

A artista também mencionou que, embora a situação tenha melhorado nos últimos 15 anos, é crucial continuar a luta por igualdade de oportunidades nos festivais e nos cachês. A nova faixa é um passo importante nesse sentido, promovendo um diálogo sobre a evolução do espaço feminino na música e a necessidade de representatividade.

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