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Paul McCartney usa faixa silenciosa para protestar contra a IA

Paul McCartney lança faixa bônus de silêncio no vinil de 8 de dezembro e reforça protesto contra inteligência artificial e remuneração de criadores

Paul McCartney during his 'Got Back' tour on Dec. 18, 2024 in London, England.
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  • Paul McCartney tem se posicionado contra o uso de inteligência artificial (IA) na música, visando proteger direitos autorais e remuneração dos artistas.
  • Em fevereiro, ele lançou o projeto Is This What We Want?, que usa ruídos de estúdio e silêncio para simbolizar impactos da IA na renda dos músicos, associado a propostas de mudanças na legislação de direitos autorais no Reino Unido.
  • Na versão em vinil, que chega em 8 de dezembro, McCartney incluiu uma faixa bônus de 2 minutos e 45 segundos de silêncio, chamada Bonus Track.
  • Em entrevista à BBC, o artista afirmou a preocupação com compositores jovens que nem sempre recebem reconhecimento ou pagamento justo, especialmente quando as músicas rendem nas plataformas de streaming, mas nem sempre chegam aos criadores originais.
  • O uso do silêncio como forma de protesto ressalta a luta contra a exploração por grandes empresas de tecnologia, defendendo que os lucros vá para os autores que realmente criaram as obras.

Paul McCartney tem se posicionado contra o uso de inteligência artificial (IA) na música, refletindo preocupações sobre direitos autorais e remuneração dos artistas. Em fevereiro, ele apresentou o projeto Is This What We Want?, que consistia em gravações de ruídos de estúdio e silêncio, simbolizando os impactos que a IA pode ter na renda dos músicos. Essa iniciativa surge em meio a propostas de mudanças na legislação de direitos autorais do Reino Unido, que visam proteger a criação artística.

Para a versão em vinil do projeto, que será lançada em 8 de dezembro, McCartney adicionou uma faixa bônus de 2 minutos e 45 segundos de silêncio, intitulada “Bonus Track”. Em entrevistas, como a concedida à BBC, o artista expressou sua preocupação com o fato de que compositores jovens muitas vezes não são reconhecidos ou remunerados adequadamente por suas criações. Ele enfatizou que, ao serem disponibilizadas em plataformas de streaming, as músicas geram lucro, mas muitas vezes não vão para os verdadeiros criadores.

Protesto Musical

O uso do silêncio como forma de protesto destaca a luta dos artistas contra a exploração por empresas de tecnologia. McCartney argumenta que, ao invés de os lucros serem direcionados a gigantes da tecnologia, eles deveriam beneficiar os compositores que realmente criaram as obras. Ele questiona: “Por que não deveria ser o cara que sentou e escreveu Yesterday?”.

A crescente preocupação com a IA na indústria musical tem mobilizado diversos artistas a se manifestarem, refletindo um desejo por mudanças que garantam a proteção dos direitos autorais e a justa remuneração dos criadores. McCartney, com sua nova faixa silenciosa, reforça essa mensagem e se une a outros músicos que buscam preservar a integridade da arte em um cenário cada vez mais influenciado pela tecnologia.

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