- Nemo, artista suíço e vencedor do Eurovision 2024, anunciou na quinta-feira que devolverá o troféu à EBU em protesto contra a participação de Israel no próximo concurso.
- A publicação no Instagram cita valores de unidade, inclusão e dignidade para todos, mas aponta o que a ONU qualificou como genocídio, gerando conflito entre esses ideais e as decisões da EBU.
- A EBU informou que não votaria o banimento de Israel e implementaria “salvaguardas adicionais” para evitar que governos ou terceiros influenciem o resultado.
- Irlanda, Espanha, Países-Baixos, Eslovênia e, depois, Islândia anunciaram boicote ao concurso de 2026.
- O evento terá mais uma edição em maio, em Viena, Áustria, mantendo Nemo como a primeira pessoa não binária a vencer o Eurovision.
Nemo, artista suíça que venceu o Eurovision 2024, informou nesta quinta-feira que devolverá o troféu à EBU em protesto contra a participação de Israel no próximo concurso. A mensagem foi publicada no Instagram, citando valores de união, inclusão e dignidade.
A organização do Eurovision anunciou que não haverá votação para banir Israel, mantendo o país na disputa mediante salvaguardas para evitar influências externas. Países criticaram a participação de Israel no contexto do conflito com Gaza.
Viena sediará o Eurovision no ano seguinte, mantendo a tradição europeia desde 1956. O evento costuma atrair dezenas de milhões de espectadores, ressaltando a importância global do concurso.
Repercussões e reações
Diversos países anunciaram boicotes ao Eurovision de 2026. Irlanda, Espanha, Países Baixos, Eslovênia e Islândia comunicaram sua ausência, citando a crise humanitária e as consequências do conflito na região.
Representantes de emissoras e fãs ainda aguardam como a EBU lidará com as tensões entre valores do festival e questões políticas internacionais. A EBU não comentou oficialmente as objeções anunciadas até o momento.
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