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CDs voltam às listas de Natal enquanto Gen Z abraça o renascimento retrô

Demanda por players de CD cresce 74% neste ano, impulsionada por edições deluxe de Taylor Swift e Pink Floyd e pela compra entre Gen Z e Gen Alpha

Copies of US singer Taylor Swift's album The Life of a Showgirl are seen on a stand during the release party at Target in Times Square, in New York
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  • Este ano, a demanda por players de CD subiu 74% e a produção aponta aumento, com lançamentos deluxe de artistas como Taylor Swift e Pink Floyd.
  • A tendência ocorre mesmo com o streaming dominando o mercado, impulsionada pela nostalgia dos anos 90 e pelo interesse em edições especiais.
  • Varejistas, como a John Lewis, ampliaram a oferta de players de CD e registram valorização de vendas no último ano.
  • Estudos indicam que a geração Z comprou mais CDs que gerações anteriores, e quase metade da geração Alpha consome música física.
  • Lançamentos e preços ajudam a manter o formato ativo: por exemplo, box set de Pink Floyd a cem por cento de fãs poderosos custa £215; edições de Taylor Swift são vendidas a valores mais acessíveis que o vinil.

A procura por leitores de CD e pelos próprios discos voltou a crescer neste ano, em meio a lançamentos deluxe de grandes artistas. O movimento desafia a ideia de que o vinil seria o único formato em ascensão. No Reino Unido, varejistas relatam aumento de interesse por tecnologia antiga.

Ontem, a gigante de varejo John Lewis informou que as vendas de leitores de CD subiram 74% no último ano. Executiva de compras, Heather Andrews, falou em uma espécie de “renascença retrô” do formato. O impulso vem também de edições especiais.

O interesse aparece junto ao retorno de nomes dos anos 90, como Oasis e Pulp, que voltam a compor grandes shows e álbuns com edições físicas. Mesmo com o streaming dominando, há demanda por cópias com arte, encartes e notas de faixa.

Demanda, produção e público

Dados de fabricantes indicam alta na produção de CDs. A Key Production Group registrou aumento de 15% nas encomendas de CDs, além de vinil e cassetes. A empresa aponta que o CD permanece robusto para o setor.

Pesquisa da empresa aponta que jovens britânicos passaram a valorizar a música física. Em 12 meses, a geração Z comprou mais CDs do que as gerações anteriores. Compras ocorrem online ou em lojas físicas especializadas.

Quase metade da geração Alpha também consome música em formatos físicos. Segundo a companhia, esse grupo sabe usar leitores de CD e adquire conteúdos que vão além da simples estante, com uso prático e repetição de faixas.

Preços e lançamentos

Artistas lançam várias edições de CDs, incluindo Taylor Swift e Sam Fender, com conteúdos extras. Um exemplo recente é o box de Wish You Were Here, do Pink Floyd, com preço elevado para fãs ávidos por conteúdo exclusivo.

A economia do CD é influenciada pelo custo comparativo. Em geral, CDs chegam a custar entre 10 e 11 libras, mais acessíveis que vinis de edição especial, o que atrai compradores que buscam qualidade de áudio com menor investimento.

Mercado de segunda mão e perspectivas

Mercados de usados ganham espaço, com consumidores buscando complementar o streaming. A plataforma MusicMagpie publica as top 20 de CDs usados mais vendidos em 2025, incluindo itens de Abba, Adele, The Beatles e Oasis.

Estudos indicam que, apesar do recuo histórico, as vendas de CDs seguem em trajetória de queda mais lenta, à medida que o público redescobre o formato. A BPI deve divulgar os números de 2025 em breve.

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