- Daúde lançou o álbum Pelo Olhos do Mar em parceria com Lia de Itamaracá, referência da ciranda e da cultura nordestina.
- O disco, produzido pelo Selo Sesc, une tradição e modernidade e reúne faixas de diferentes compositores, com unidade de sonoridade.
- Entre as inéditas está Santo Antônio da Boa Fortuna, de Emicida, descrita pela cantora como uma oração que conecta passado e futuro; o álbum também traz um pout-pourri de cocos com Bar do Hermínio, Galo Cantou e Xô, Xô, meu Sábiá.
- O repertório inclui canções como As Negras (Chico César), Florestania (Russo Passapusso), Quem é? (Maurilio Lopes e Silvinho), Eu Vou Pegar o Metrô (Catia de França, Lourival Lemes e Tania Alves) e Bordado (Karina Buhr).
- A produção é de Pupillo e Marcus Preto, que buscaram unidade no conjunto, destacando a cumplicidade entre Daúde e Lia de Itamaracá ao longo do projeto.
Daúde lança novo álbum em parceria com Lia de Itamaracá, referência da ciranda. O disco Pelos Olhos do Mar foi lançado pelo Selo Sesc, reunindo tradição e modernidade na obra de artistas nordestinos de peso. A produção é programada para chegar ao público com frescor e respeito às raízes.
A relação entre as artistas vem de longa data. Daúde, que a chama de realeza, vê Lia como referência de sete décadas de ciranda. O vínculo nasceu em shows e se consolidou com a ideia de um projeto conjunto.
O projeto reúne canções que dialogam com o patrimônio musical brasileiro, incluindo uma faixa parceira com Emicida. Entre os títulos, destacam-se rumos que mesclam cocos, frestas de memória e referências do cancioneiro regional.
Detalhes do projeto
As faixas foram pensadas para manter unidade estética mesmo com estilos distintos de cada autora. Além de Lia e Daúde, participam nomes como Dona Celia do Coco, Selma do Coco e outros criadores de tradição.
A lista de músicas inclui Santo Antônio da Boa Fortuna, de Emicida, uma oração que conecta passado e futuro, e um pout-pourri de cocos com Bar do Hermínio. As escolhas refletem respeito à oralidade e à festa junina.
A produção fica a cargo de Pupillo e Marcus Preto, que instrumentam o disco para preservar a autenticidade e a vitalidade da ciranda e do coco. Daúde e Lia de Itamaracá participaram ativamente das escolhas.
Daúde comenta que a presença de Lia inspira uma leitura ampliada dos antepassados, sem abrir mão da liberdade criativa. A parceria celebra cumplicidade, intimidade e altivez entre as duas artistas.
A entrevista de Daúde sobre o projeto pode ser conferida na CartaCapital.
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