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Fernanda Abreu: criminalização do funk reflete racismo, não as letras

Fernanda Abreu celebra os 30 anos de Da Lata, marcando diálogo entre samba e funk em meio ao racismo estrutural, com documentário, livro e vinil reedição

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Fernanda Abreu: ‘Criminalização do funk não tem a ver com as letras, mas com o racismo’
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  • Fernanda Abreu celebra 30 anos de Da Lata, álbum que aproximou samba e funk e marcou sua trajetória.
  • O movimento surgiu nos bailes cariocas, visto pela artista como voz da favela, além de destacar o caráter autêntico da cena.
  • Ela afirma que a criminalização do funk decorre de racismo estrutural, não das letras ou da música em si.
  • O disco, feito com Fausto Fawcett, trouxe faixas marcantes como A Lata, Veneno da Lata, Garota Sangue Bom e Brasil é o País do Suingue.
  • As comemorações incluem documentário para festivais em 2026, lançamento de livro, relançamento em vinil e shows; novo álbum está previsto para 2027.

Fernanda Abreu celebra aos 30 anos o álbum Da Lata, que uniu samba e funk e moldou sua trajetória. A narrativa discute a origem do movimento no Rio de Janeiro, em meio a tensões sociais e a uma leitura midiática marcada por estigmas.

O encontro com o movimento ocorreu após o fim da banda Blitz. O antropólogo Hermano Vianna apresentou a cantora a uma cena de bailes com sound system de grande porte, ainda sem MCs, mas com DJs em evidência. O momento foi registrado pela jornalista de CartaCapital.

Fernanda aponta que o funk nasceu autêntico, sem apoio de publicidade ou gravadoras, e viu nos bailes uma voz da favela. O contexto da violência urbana ampliou um distanciamento entre a mídia e a população, o que contribuiu para a criminalização do gênero.

A cantora sustenta que o preconceito não está nas letras, e sim no racismo estrutural. Segundo ela, o funk é feito por pretos, pobres e moradores de favela, o que explica o tratamento desigual recebido pela cena.

Da Lata consolidou o cruzamento entre samba, funk e outras referências de dança negra, disco e house. Em entrevista, Fernanda destaca a busca por uma identidade dançante brasileira e o papel do álbum nessa identidade.

Entre as faixas que marcaram o disco estão A Lata, Veneno da Lata, Garota Sangue Bom e Brasil é o País do Suingue. O título do álbum sintetiza o uso da lata, a expressão direta e o humor irônico sobre um episódio dos anos 1980.

Fausto Fawcett figura entre as parcerias do disco, já presente na visão de Fernanda antes da carreira solo. A colaboração culminou em Rio 40 Graus, criada para outras obras da artista, conforme ela comenta.

O Rio é visto pela artista como um microcosmo brasileiro: belo, desigual e caótico. Essa leitura reforça a ideia de que a violência convive com iniciativas de resistência e alegria cotidiana.

Perspectivas e projetos recentes

A celebração de Da Lata inclui um documentário sobre o álbum, com contextualização política e social da época, previsto para festivais de cinema em 2026. Também serão lançados um livro e uma reedição em vinil.

Shows comemorativos estão programados ainda neste ano, com foco na contextualização histórica do disco. O próximo trabalho de Fernanda Abreu, o primeiro desde Amor Geral, está previsto para 2027.

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