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Bob Weir relembra momentos de sua carreira

Bob Weir relembra os dias em San Francisco, a relação com a Rolling Stone e o legado da contracultura, destacando paralelos com o presente

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Bob Weir in New York City
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  • Bob Weir, em entrevista pela edição de quarenta anos, relembra a casa em 710 Ashbury, os protestos contra a Guerra do Vietnã e a influência da revista *Rolling Stone* naqueles momentos.
  • Revisa a San Francisco de hoje em comparação com 1966–1967: cidade mais servidora, jovens profissionais e conectividade global; aponta que a era da informação é muito rápida.
  • Conta que era adolescente quando conheceu Jerry Garcia e iniciou a música na Bay Area, descrevendo o início da psicodelia como mito e exigindo amadurecimento precoce aos dezessete anos.
  • Fala sobre a relação da banda com o lado empresarial: chegamos a andar com maletas na década de setenta, contratamos pessoas com senso de negócio e enfrentamos downsizing após a morte de Jerry Garcia, reconhecendo falhas no modelo corporativo.
  • Sobre a relação com a *Rolling Stone*, diz que a revista foi voz da comunidade na época e que sua mudança para Nova York, em 1977, tirou parte do pulso de San Francisco; comenta ainda política atual, participação cívica e o legado da geração dos anos sessenta.

Bob Weir relembra os dias de San Francisco, o 710 Ashbury, o protesto contra a Guerra do Vietnã e o papel da Rolling Stone naqueles momentos. A entrevista integrará a edição de 40 anos do músico, que faz perguntas sobre memória, música e visão de mundo.

Weir comenta que a energia de 1966 e 1967 não se repete hoje. Em contraste, observa que San Francisco hoje é uma cidade voltada a serviços, com jovens profissionais criativos. Segundo ele, a comunicação rápida tornou as pessoas conectadas a todo momento, reduzindo a sensação de “locais” para encontro.

O relato traz ainda a juventude de Weir ao conhecer Jerry Garcia e iniciar a música na Bay Area. O músico descreve a experiência como intensa, que exigiu amadurecimento imediato diante de uma cena musical fervilhante e desafiadora para um adolescente.

Sobre a diferença entre Grateful Dead e o modelo de negócio, Weir revela que a banda incorreu em prática corporativa ao longo dos anos 70. Ele cita o desafio de manter o senso de família ao contratar pessoas com pouca experiência no mercado, que se tornaram parte do grupo, mesmo quando houve downsizing após a morte de Garcia em 1995.

A relação entre Dead, Rolling Stone e 710 Ashbury

Weir lembra que a primeira edição da Rolling Stone trouxe a famosa foto da Dead na porta de 710 Ashbury após uma ação policial. O músico afirma que a revista funcionou como a voz da comunidade na época, documentando o que o grupo vivia com integridade jornalística, ainda que haja espaço para críticas de cronistas.

O articulado movimento de 77, quando a Rolling Stone mudou-se para Nova York, também é discutido. O músico afirma que a mudança desmontou parte do pulso cultural de São Francisco, coincidindo com a saída de muitos moradores da cidade. A opinião é de que havia razão para a mudança, mesmo que tenha deixado um vazio para a comunidade local.

Weir critica o tom de protesto atual de quem frequenta seus shows, em comparação com a adesão às mobilizações contra a Guerra do Vietnã. Ele aponta que a visibilidade televisiva na época mantinha o debate vivo, enquanto os conflitos modernos não recebem o mesmo peso visual.

Política, bastidores e visões

O artista explica que, durante os anos 60, evitava usar o palco como palanque político, mantendo a atuação como arte. Em relação a suas próprias convicções, ele se classifica como progressista, destacando a necessidade de investir em escolas, infraestrutura e ações humanitárias no exterior.

Weir comenta encontros com figuras políticas na atualidade, inclusive em bastidores, sem deixar de enfatizar que recebe pessoas de diferentes inclinações em seus shows. A ideia é manter a abertura, sem excluir o público, mesmo ao lidar com temas sensíveis.

Legado, meio ambiente e juventude

Quanto ao legado dos anos 60, Weir aponta que parte da geração falhou ao não votar ou engajar-se de forma contínua, o que impactou a democracia e o meio ambiente. Em relação ao meio ambiente, ele cita Earth Day e a pressão sobre temas como aquecimento global, afirmando que a preocupação precisa perdurar.

Por fim, o músico reflete sobre mudanças pessoais. Ele afirma manter o espírito de juventude, com energia para explorar novas atividades, embora reconheça a paternidade como marco importante. O relato sugere que, apesar de experiências diferentes, a essência permanece próxima dos tempos de juventude.

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