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Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas lançam álbum colaborativo

Trio Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas lança álbum que cruza soul, rap, jazz e ritmos cabo-verdianos, já apontado como um dos melhores do ano

Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas se unem em um álbum sublime
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  • Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas lançam o álbum conjunto Criolo, Amaro & Dino, que mistura soul, rap, jazz com ritmos cabo-verdianos e nordestinos, já considerado um dos melhores do ano.
  • A parceria começou em 2023, quando Dino elogiou publicamente Nó na Orelha; a faixa Esperança, escrita a quatro mãos, acabou abrindo caminho para o encontro musical.
  • A canção Esperança ganhou contornos de manifesto social e foi indicada ao Grammy Latino de Melhor Canção em Língua Portuguesa de 2024.
  • O disco tem doze faixas, das quais apenas Seka e No Vento de Nós foram compostas separadamente por Dino; as letras trazem marcas políticas, com forte assinatura de Criolo.
  • Amaro Freitas assina piano, teclado e contrabaixo, trouxe Henrique Albino para os arranjos, e Ed Trombone participa na faixa de abertura; o encerramento fica por conta de Hoje Eu Vi Você, com solo marcante de Amaro Freitas.

Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas lançam um álbum conjunto que mescla soul, rap e jazz com ritmos cabo-verdianos. O trabalho pode ser considerado um dos mais fortes do ano, pelo conjunto de referências e pela energia comum entre os artistas. A divulgação aponta para uma obra orgânica e de forte identidade.

A parceria ganhou forma em 2023, quando Dino D’Santiago elogiou publicamente Nó na Orelha, de Criolo. Na época, o rapper já planejava um disco de samba e avaliou dividir vocais com Dino. A composição de Esperança, feita a quatro mãos, decidiu o rumo criativo. Amaro Freitas, pianista pernambucano apresentado por Milton Nascimento, foi convidado para ampliar a paleta sonora.

O resultado é um projeto que se consolidou ao longo de um ano de encontros, dando origem ao trio Criolo, Amaro & Dino. O álbum cruza elementos de morna, coladeira e funaná com referências nordestinas, como o coco. A produção celebra a ancestralidade e a amizade entre os artistas.

Participantes e faixas

Entre os 12 temas, duas faixas são assinadas apenas por Dino D’Santiago, enquanto o restante foi composto em parceria. As letras carregam uma veemente marca política de Criolo, sem abrir mão da musicalidade. Ed Trombone participa na abertura com um solo de trompete destacado.

Amaro Freitas assume piano, teclado e contrabaixo, além de trazer Henrique Albino para os arranjos de sopros. A faixa de abertura, E se Livros Fossem Líquidos, apresenta solo luminoso do trompetista Ed Trombone. O encerramento, Hoje Eu Vi Você, destaca o virtuosismo lírico de Freitas em uma leitura intimista.

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