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Álbum Don’t Be Dumb de A$AP Rocky é carregado, mas divertido

Álbum de A$AP Rocky, o primeiro em oito anos, mistura bravatas, experimentações e colaborações, mantendo carisma mesmo com o excesso e evolução perceptível

ASAP Rocky album review
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  • A$AP Rocky lança o álbum Don’t Be Dumb, seu primeiro em oito anos, após divulgar singles em 2023 e 2024 e se apresentar em festivais.
  • O disco mistura bravata, ataques a rivais e experimentos de gêneros, com participações de Damon Albarn e Danny Elfman e referências a Rihanna.
  • A crítica o compara a um visionário maximalista, aproximando seu estilo de Travis Scott, não de outros raps mais líricos.
  • Faixas como STFU, Punk Rocky e Air Force (Black Demarco) trazem colaborações e sonoridades distintas, mantendo o carisma de Rocky mesmo com mudanças sonoras.
  • O álbum encerra com The End, abordando temas globais como aquecimento, guerra e críticas à vida nos Estados Unidos em 2026.

A$AP Rocky lançou Don’t Be Dumb, seu primeiro álbum em oito anos, marcado por uma coletânea de bravatas, ataques a rivais e experimentos de gênero. O projeto chega com ares de mega produção, à altura de quem ajudou a moldar o que houve de mais comentado no hip hop recente.

O álbum inclui participações de convidados like Damon Albarn, do Gorillaz, e Danny Elfman, o aclamado compositor Oscarizado. A apresentação visual engloba arte de Tim Burton, reforçando a intenção de levar o repertório a um patamar de alto conceito.

Rocky manteve a linha de vida pública ligada a Rihanna, com referências a um relacionamento em que ele celebra a vida de luxo e o romance. Em Stay Here 4 Life, ele faz várias alusões ao casal, ao mesmo tempo em que busca marcar a evolução do seu repertório.

Musicalmente, Don’t Be Dumb é visto como extravagante e, por vezes, overstuffed. Ainda assim, traz faixas que se destacam pela ousadia, como STFU, um hardcore em parceria com a banda Slay Squad, descrita pelo artista como ghetto metal.

Entre as faixas, há experiências variadas: Punk Rocky, com Cristoforo Donadi, remete a timbres emo; Air Force (Black Demarco) prioriza uma cadência crooner; Robbery, com Doechii, funciona como um dueto lúdico sobre uma linha de piano e bateria.

Mudança de tom e perspectivas

The End, com Will.i.am, fecha o álbum em tom mais político e global, com Jessica Pratt na linha de voz. A composição comenta dilemas do mundo atual, incluindo o aquecimento do planeta e conflitos geopolíticos.

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