- Após fazer uma turnê recorde e lançar o álbum Utopia, Travis Scott mira próximos projetos com foco em ampliar o alcance e a compreensão do seu trabalho.
- O rapper foi visto em Beverly Hills avaliando a compra de uma mansão de 65 milhões de dólares e mencionou interesse em programas de arquitetura, inclusive Harvard.
- Scott relembra a influência dos anos dois mil e destaca a mistura entre música, moda e branding como marca de sua era, reconhecendo críticas e a comoção em torno do Astroworld.
- O artista mantém um ecossistema criativo que inclui Nike, Oakley, a label Cactus Jack e o grupo Jackboys, enfatizando colaborações que extrapolam a música.
- O próximo álbum deve ter vibe de estádio, com show amplo e imersivo, ainda sem prazo definido; ele também ressalta a importância da vida familiar e de ter os filhos como motivação.
Travis Scott está traçando uma nova fase de sua carreira, após uma turnê histórica e o lançamento de um álbum indicado ao Grammy. O artista trabalha para ampliar a complexa equação entre música, marca, design e experiências ao vivo.
Durante uma conversa em Los Angeles, Scott — que completou mais de uma década no centro do rap moderno — revelou planos de investir em projetos que alcancem um público mais amplo, buscando entender quem ainda não percebe seu trabalho. A ideia é ampliar o alcance sem perder a identidade.
O cantor e produtor combina música, moda e parcerias corporativas, mantendo o foco em novas criações sonoras enquanto avalia possibilidades de aquisição de bens imobiliários de alto valor. O objetivo é manter a presença dele em vários meios de expressão.
Planos para o futuro
Para além da música, Scott sinaliza continuidade de seu ecossistema criativo, que já inclui a marca Cactus Jack, parcerias com Oakley e Nike, além de lançamentos de bebidas. A intenção é transformar conceitos criativos em experiência de marca duradoura.
O momento atual também envolve reflexões sobre a reception pública e críticas da indústria. Scott afirma que busca avançar sem se prender a leituras negativas, mantendo o foco na inovação musical e na entrega de shows de grande escala.
Contexto de carreira
Rupturas com o estilo da era de ouro do rap marcaram o percurso dele: a partir de Owl Pharaoh, passando por Rodeo, até Utopia, o artista consolidou um universo próprio de sonoridades maximalistas. Esse caminho o coloca como um dos nomes definidores dos anos 2010.
O projeto Astroworld, de 2018, consolidou o modelo de espetáculos grandiosos, que inclui eventos especiais e shows em grandes arenas, além de apresentações em plataformas digitais. O desempenho ao vivo continua sendo elemento central de sua estratégia.
Desafios e legado
O episódio do Astroworld, em 2021, ainda influencia a trajetória do artista, com repercussões judiciais e críticas públicas. Scott diz buscar uma reconciliação com a cidade de Houston e manter o foco na segurança e na responsabilidade de grandes eventos.
Nascido Jacques Webster II, o artista cresceu em áreas próximas a Houston e desenvolveu habilidades de produção desde a infância. O percurso inclui a criação da gravadora Cactus Jack e a construção de uma rede de parcerias que ajudaram a moldar sua imagem de marcante impulsionador de tendências.
Expectativas e próximos passos
Scott não adianta datas precisas para novos lançamentos, porém assegurar que há um retorno musical próximo é a leitura comum entre assessores e colaboradores. O que se sabe é que o próximo álbum deve manter o conceito de som expansivo, ainda que busque novas formas de conexão com o público em shows de estádio.
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