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Aspirante a estrela do rock é acusado de enganar streamers

Indiciado nos Estados Unidos, Mike Smith é acusado de fraude em streams, gerando cerca de $10 milhões em royalties falsos com bots e faixas criadas por IA

Photo illustration of man in a mask with a phone and cash coming out of a guitar case
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  • Mike Smith, de idade acima de cinquenta anos, é acusado nos EUA de fraude de streaming, supostamente gerando cerca de $10 milhões em royalties falsos via bots e uso de IA.
  • Em 2017, ele alavancou a divulgação de músicas usando playlists monitoradas, mas, conforme a acusação, criou centenas de contas de bot para tocar suas faixas repetidamente.
  • Smith fundou a SMH Records e projetos como Pink Grenade e One Shot; tentou ganhar notoriedade com parcerias e sorteios, mas vários empreendimentos não decolaram.
  • A procuradoria alega que, entre 2018 e 2019, ele passou a usar IA para produzir centenas de milhares de músicas, buscando burlar o sistema de royalties; há menção a uma startup de IA associada e a possíveis desdobramentos legais.
  • O caso é parte de uma série de investigações sobre fraude em streaming, com impacto potencial nos royalties de artistas e direitos autorais; Smith permanece em liberdade mediante fiança, com julgamento marcado para outubro e pena máxima prevista de até sessenta anos.

Mike Smith, músico aspirante e empresário do setor de saúde, é acusado nos EUA de fraudar streams para aumentar royalties. Segundo a investigação, ele utilizou contas falsas para reproduzir suas faixas repetidamente e gerou ganhos estimados em 10 milhões de dólares. O caso faz parte de uma tendência global de fraude em streaming.

A apuração aponta que Smith manipulava plataformas de música por meio de bots, criou centenas de contas e organizou grandes volumes de streams diários. Além disso, a denúncia indica que ele explorou parcerias com empresários da indústria para financiar projetos e manter uma imagem de sucesso diante de fãs e parceiros.

Quando e onde aconteceu o caso

Smith foi indiciado no início da década de 2020, com desdobramentos públicos ao longo de 2024 e 2025. O processo tramita nos Estados Unidos, com Campbell suspeita de uso de várias plataformas de streaming, incluindo Spotify, Apple Music e YouTube Music, para inflar as métricas de audiência. A defesa nega as acusações, enquanto a acusação sustenta que a fraude envolveu milhões em royalties.

Quem está envolvido

Além de Smith, aparecem na investigação colaboradores próximos, incluindo um publicitário de música que havia trabalhado com ele em projetos de lançamento de artistas e uma rede de empresários ligados à SMH Records e à Carolina Comprehensive Health Network. A apuração também envolve possíveis contatos com executivos de grandes gravadoras e com provedores de serviços de distribuição de música.

Como o esquema foi operado

Segundo a denúncia, Smith teria criado milhares de contas falsas para reproduzir músicas em plataformas de streaming, além de explorar técnicas de distribuição para diluir a trilha de royalties entre muitos títulos. Um componente da investigação envolve o uso de tecnologia de inteligência artificial para gerar faixas com alta contagem de streams, com o objetivo de aumentar ainda mais o montante arrecadado de direitos autorais.

Por que isso aconteceu

A acusação sustenta que a fraude visava explorar o modelo de distribuição de receitas baseado na participação de streams, garantindo retorno financeiro para o infrator e prejudicando artistas legítimos e detentores de direitos. A gravidade do impacto seria a redução de pagamentos a criadores, caso as fraudes sejam comprovadas.

Desdobramentos e contexto

Caso seja condenado, Smith pode enfrentar décadas de prisão. Enquanto isso, o setor de streaming avança com ferramentas de detecção de fraude para reduzir perdas nas cotas de royalties. A investigação também envolve auditorias de plataformas, distribuidores e entidades de gestão de direitos, que já sinalizam medidas para evitar abusos similares no futuro.

Notas sobre o caso

A investigação cita ainda relatos de ex-colaboradores sobre a percepção de que Smith buscava a fama a qualquer custo, bem como contratempos com acordos econômicos dentro da própria gravadora. O processo segue em curso, com o planejamento de audiências e eventual julgamento em datas futuras. Fontes do setor afirmam que a credibilidade do ecossistema de streaming depende de respostas consistentes a fraudes como a apontada neste caso.

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