- Cantor Dorgival Dantas cogitou encerrar a carreira após uma polêmica envolvendo Zezé Di Camargo, em uma coletiva durante festa de São João na Bahia.
- Em entrevista ao site BNews, ele admitiu: “eu tenho pensado sim, eu não posso mentir”.
- O artista relatou decepção com a cobertura da imprensa após um episódio em Petrolina, dizendo ter atendido a fãs com carinho, mas sem destaque.
- Mesmo com o abalo, Dorgival permanece ativo e se apresenta no Caldeirão com Mion, na TV Globo, no sábado.
- A trajetória envolve infância difícil no interior do Rio Grande do Norte, início de carreira cedo para ajudar a família e composições que marcaram o forró eletrônico, além de parcerias com bandas e artistas famosos.
Dorgival Dantas cogitou interromper a carreira após uma polêmica envolvendo Zezé Di Camargo. O cantor, compositor e multi-instrumentista revelou a ideia durante coletiva na festa de São João na Bahia, ano passado, alegando não poder mentir sobre o assunto.
A questão envolveu a percepção de valorização pela mídia. Em Petrolina, ele contou ter atendido fãs com carinho e não ter visto ênfase semelhante ao reflectido sobre o comportamento de outro artista, supostamente Zezé Di Camargo, que não teria atendido contatos. A fala reforçou a frustração do sanfoneiro.
Apesar da decisão momentânea, Dantas não deixou a música de lado. Ele segue ativo no cenário forrozeiro e, neste sábado, 24, participa do Caldeirão com Mion, na TV Globo.
Dorgival Dantas teve infância difícil no interior do Rio Grande do Norte. Nascido em Olho-d’Água do Borges, viveu fome e viu irmãos morrerem por falta de recursos. Aos 14 anos já ajudava a família buscando diferentes empregos.
O início musical ocorreu com o pai, Cícero, aprendendo a tocar sanfona. Aos 17, despontou no Grupo Show Terríveis, uma referência de baile em Natal, onde também teve contato com Solange Almeida, na época vizinha.
Entre os destaques de sua carreira, Dantas é criador de sucessos de Calcinha Preta, Aviões do Forró e Mastruz com Leite. Suas composições também renderam gravações por Jorge & Mateus e Michel Teló, consolidando sua importância no forró moderno.
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