- Johnny Hooker lança o álbum Viver e Morrer de Amor na América Latina, em 2025, como resposta a ataques, perdas e ao apagamento público enfrentados desde o lançamento de Org ia em 2022.
- Durante esse período, o cantor sofreu ataques de ódio nas redes sociais por posicionamentos políticos e identidade, além de boatos sobre a própria morte que foram desmentidos pela imprensa.
- A faixa de abertura, chamada de epílogo Querem Me Ver Humilhada, marca o tom do álbum ao abordar o enfrentamento da violência e a recusa ao silêncio.
- O disco reúne regravação de A Vida É Assim, de Conde Só Brega, e colaborações com Ney Matogrosso (na faixa título), Daniela Mercury (Eu Quero Ver Pegar Fogo) e Lia de Itamaracá (A Vida É um Carnaval).
- Serão feitos videoclipes para todas as faixas; sete dos dez temas ainda ganharão vídeos. No dia 24 de janeiro, ocorre o Bloco do Johnny Hooker, na Casa Natura, em Pinheiros, São Paulo.
Johnny Hooker lança um novo disco como resposta à violência pública vivida nos últimos anos. Em meio a ataques nas redes, perdas financeiras e tentativas de apagamento simbólico, o cantor pernambucano apresenta o ele discográfico Viver e Morrer de Amor na América Latina (2025). A obra chega como continuidade de uma trajetória marcada por resistência e sobrevivência.
O período anterior ao lançamento de Org ia (2022) foi especialmente duro. Durante a pandemia, o artista enfrentou uma escalada de ataques por posição política, identidade e temas de diversidade, além de episódios de desinformação sobre sua vida. Em contato com a reportagem, Hooker relatou desmentidos publicados pela televisão sobre a própria morte, indicando um esforço explícito de violenta calúnia pública.
Esse cenário de hostilidade impactou as finanças do músico, com o patrimônio pessoal afetado por conflitos familiares. O processo de desgaste ocorreu em meio a uma fase de instabilidade emocional e profissional, que o levou a buscar novas formas de expressão e de resistência artística.
O novo trabalho surge como resposta direta a esse momento. O disco traz o título Viver e Morrer de Amor na América Latina e funciona como uma afirmação de direito à alegria e à continuidade da vida após violência e apagamento. A faixa de abertura é descrita pelo artista como um epílogo de enfrentamento.
A música de abertura, Querem Me Ver Humilhada, representa o confronto com ataques e revela uma determinação de não ceder ao silêncio. No repertório, o cantor revisita memórias por meio de novas interpretações, incluindo a regravação de A Vida É Assim, de Conde Só Brega, que remete à sua formação afetiva.
Entre as faixas destacadas, Saudades, Elder traz uma estética brega-romântica que revisita um relacionamento do passado. Em 2 Punks, Hooker retrata descobertas de amor e liberdade vividas em São Paulo, cidade onde passou a residir. O conjunto de canções é visto pelo artista como um resgate de renascimentos e memórias.
A faixa-título conta com a participação de Ney Matogrosso, consolidando uma colaboração que o cantor já planejava antes da produção. O álbum ainda traz Daniela Mercury, em Frevo Autoral Eu Quero Ver Pegar Fogo, e Lia de Itamaracá, com A Vida É um Carnaval, versão de La Vida Es un Carnaval imortalizada por Celia Cruz.
Hooker comenta que a chamada onda queer no Brasil, que impulsionou artistas LGBTQIAPN+, perdeu força recente no cenário musical e político. A percepção é de que festivais passaram a ter lineup menos recorrente de artistas do segmento, refletindo mudanças no ambiente cultural e político.
O projeto prevê videoclipes para todas as faixas, com sete lançamentos adicionais programados entre as dez do disco. Em 24 de janeiro, Johnny Hooker apresenta o Bloco do Johnny Hooker na Casa Natura, em Pinheiros, São Paulo, reforçando a presença pública da nova fase artística.
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