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Cartola completa 50 anos de gravações de O mundo é um moinho

Há cinquenta anos, Cartola lança seu segundo disco solo, com O Mundo é um Moinho, As rosas não falam e Preciso me encontrar, consolidando sua importância na música brasileira

Foto: Reprodução
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  • Em 1976, Cartola lançou seu segundo álbum solo pela Marcus Pereira, após o primeiro disco, mantendo o mesmo selo.
  • O disco traz as gravações de O Mundo É um Moinho e As rosas não falam, interpretadas pelo sambista comovidamente, dividindo destaque com a participação de Creusa em Sala de Recepção e Ensaboa.
  • Também está a histórica Preciso me encontrar, de Candeia, iniciando com violão e fagote antes de chegar aos versos, em interpretação de Cartola.
  • Além das faixas citadas, o álbum inclui temas como Minha, Não Posso Viver Sem Ela, Peito Vazio, Aconteceu, Sei Chorar, Ensaboa, Senhora Tentação e Cordas de Aço.
  • A produção ficou a cargo de Juarez Barroso, com direção musical e arranjos de Horondino Silva (Dino Sete Cordas) e participação de um elenco de instrumentistas renomados.

Cartola marcou 50 anos desde o registro de seu segundo álbum solo, lançado em 1976 pela Marcus Pereira. O disco traz, entre outras pérolas, o registro de O Mundo É um Moinho, que abre o álbum, e As Rosas Não Falam, faixa que consolidou o lirismo do sambista.

O álbum apresenta as performances de Cartola com composições de grande peso emocional. O Mundo É um Moinho foi criado para Creusa, filha de criação que desejava deixar o lar após uma decepção amorosa. A gravação ganha o toque do violão de Guinga, já vislumbrando o papel de parceiro de Aldir Blanc.

Outra faixa emblemática é As Rosas Não Falam, cuja letra explora o paradoxo entre silêncio e sentimento. A interpretação de Cartola reforça a identidade poética do artista, evidenciando a simplicidade elegante de sua obra. O repertório se mantém fiel à tradição do samba de raiz.

Ainda no mesmo disco, destaca-se Preciso Me Encontrar, de Candeia. A música inicia com violão e fagote, apresentando a busca por sentido em meio à infelicidade. A leitura de Cartola aproxima o ouvinte da essência de sua poética.

Principais faixas e participação

Além das duas obras citadas, o álbum reserva registros como Minha, Sala de Recepção, Não Posso Viver Sem Ela e Cordas de Aço, entre outras composições que se estruturam pela densidade poética. Creusa participa de Sala de Recepção e Ensaboa, marcando presença destacada no disco.

A produção é de Juarez Barroso, com direção musical e arranjos de Horondino Silva, o Dino Sete Cordas. O time instrumental inclui Meira, Canhoto, Nelsinho do Trombone, Altamiro Carrilho na flauta e Abel Ferreira no saxofone, além de participações especiais de Airton Barbosa, Guinga e José Menezes.

O conjunto, com Elton Medeiros na percussão e outros instrumentistas, revela um registro de gênio. O segundo disco de Cartola é considerado um marco da música brasileira, reunindo composições que marcaram gerações e consolidaram a identidade do samba.

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