- Caju Pra Baixo lança o EP Entre a Rua e a Saudade, marcando mudança estética e conceitual do grupo, que passa a trabalhar som, imagem e narrativa juntos.
- O EP traz quatro faixas inéditas gravadas em espaços do Rio de Janeiro (rua, praia, escadaria e ateliê), incluindo imprevistos que viraram parte da história.
- Participam das faixas nomes como Xande de Pilares, Belo e Ferrugem, consolidando a nova fase e reforçando a trajetória de amadurecimento.
- O grupo mantém a base do pagode dos anos noventa, mas com discurso mais firme e experiencia adquirida, sem perder a essência.
- A agenda inclui novos audiovisuais, retorno de projetos revisitados e uma roda de samba nova, sinalizando continuidade da transição de grupo de roda para grupo de conceito.
Com mais de uma década de atuação, Caju Pra Baixo lança o EP Entre a Rua e a Saudade, marcando uma virada estética ao transformar vivência, memória e amadurecimento em linguagem artística. O grupo revela uma transição de simples roda de samba para um projeto de conceito.
Formado por João Pedro, Ulrich Jonathan, Bruno Costa e Bidell, o conjunto nasceu em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio. O EP consolida a ideia de som, imagem e narrativa caminhando juntos, não apenas como grupo de roda, mas como projeto com identidade própria.
O título funciona como manifesto. Segundo a diretora criativa Lyza Oliv, a rua é a origem e a saudade representa o tempo, as mudanças e o amadurecimento. O conceito busca retratar o momento vivido pelo grupo de forma direta.
O que envolve o EP
Com quatro faixas inéditas, o projeto aposta em uma experiência audiovisual orgânica. Cada música foi gravada em um espaço emblemático do Rio de Janeiro — rua, praia, escadaria e ateliê — integrando a cidade à narrativa. Imprevistos, como chuva, entraram no roteiro.
Bidell explica que registrar o Rio é essencial para mostrar o que o Caju Pra Baixo representa hoje. A abordagem visual reforça a proximidade com o público, aproximando o projeto da rotina de quem consome música no dia a dia.
Estilo e amadurecimento
A base do pagode dos anos 90 permanece, mas com discurso mais firme. Ulrich Jonathan diz que a essência continua, sustentada por experiência e verdade. A produção enfatiza a responsabilidade com o conteúdo artístico.
Parcerias com Belo, Ferrugem e Xande de Pilares ajudam a consolidar a nova fase. João Pedro comenta que dividir o microfone com ídolos é validação de um caminho construído com persistência, destacando a faixa Minha Luta com Xande.
Gravação e concepção visual
O EP prioriza experiência visual associada à música. Bruno Costa relata que tudo foi registrado com celular, mantendo o clima orgânico e a proximidade com o público. A relação entre som e imagem reflete a identidade do grupo.
Lyza Oliv detalha que cada faixa foi colocada em território emocional específico — rua, praia, escadaria e ateliê — para ampliar a narrativa sonora. Um exemplo citado envolve a faixa Chuva Cai Lá Fora, gravada na praia, sob chuva repentina.
Rio como personagem e próximos passos
O Rio aparece como personagem central do projeto. Bidell acredita que, ao mostrar a cidade, o grupo revela quem é de fato. A ideia de manter o cotidiano e o calor humano guia a concepção.
Sobre o futuro, os integrantes sinalizam novidades sem revelar tudo. João Pedro antecipa uma roda de samba e um audiovisual com a estética de rodas de sempre, mantendo a identidade. Ulrich Jonathan aponta a revisão de projetos passados com nova abordagem.
Sobre o contexto e a entrevista
A entrevista destacou o amadurecimento artístico, a relação com o visual e a continuidade da tradição do pagode. O grupo reforça que a transição não apaga a origem, mas a amplia com clareza e verdade, mantendo a essência.
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