- Majur, cantora trans negra de trinta anos da periferia de Salvador, prepara lançamentos próximos, incluindo uma música com o ex-BBB Lucas Pizane para sexta-feira (30).
- Também está programado um single com a rapper EVYLiN, que prepara o primeiro álbum sob mentoria de Majur.
- A artista relata mudanças pessoais nos últimos anos: casamento, divórcio, uma nova fase artística e o desejo de morar em Salvador.
- Sobre o futuro musical, ela diz que o próximo álbum traz brasilidade e fusão de ritmos, com a gravação cercada de cuidado criativo e sem pressa de cumprir prazos do mercado.
- Majur enfatiza a importância da visibilidade trans, agradece aos fãs pela acolhida e explica que a identidade trans é um processo de autodescoberta e expressão contínua.
Majur, cantora baiana de 30 anos com seis de carreira, segue ampliando seu espaço na música e na cultura. A artista, que também é mulher preta trans, tem aproveitado conquistas recentes para divulgar um novo momento artístico e pessoal, marcado por mudanças de vida e projetos em andamento.
Em Salvador, onde vive na casa da mãe, Majur prepara o que descreve como um retorno definitivo à Bahia. Ela gravará seu primeiro lançamento do ano com o ex-BBB Lucas Pizante, com estreia digital prevista para a próxima sexta-feira. O projeto abre uma sequência de três novidades.
A agenda da cantora inclui ainda um single com a rapper EVYLiN e o desenvolvimento do primeiro álbum da carreira, que receberá orientação criativa de Majur. O disco deve combinar referências de brasilidade, percussão e elementos diversos, refletindo sua identidade artística.
O momento criativo
As fotos que embalam a entrevista foram feitas em Morro de São Paulo, durante descanso, mas com foco no processo de criação de um álbum que ficará na Bahia. Majur planeja manter a produção local, buscando inspiração na casa onde está morando temporariamente.
Ela descreve a mudança de ambiente como decisiva para o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Em meio à nova fase, a artista ressalta a importância de estar perto da família e a preferência por uma rotina com datas claras de trabalho e descanso, diferente do Sudeste.
Trajetória e identidade
Majur cita a virada de carreira proporcionada pela parceria AmarElo e pela atuação em grandes festivais, como justificativas para o reconhecimento atual. Ela enfatiza que se tornou referência na cultura brasileira e se vê como parte de uma vanguarda artística de Salvador.
Ao falar sobre sua identidade, a cantora explica que a transição envolveu um processo de autoconhecimento com apoio financeiro dos fãs, que possibilitou transformar físico e imagem conforme seu desejo. Ela afirma que a presença pública acompanha sua jornada interna.
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