- Sabrina Carpenter iniciou sua apresentação de “Manchild” deslizando em esteira de bagagens, puxou uma pomba do chapéu e teve palavrões editados; o conjunto foi considerado um dos melhores momentos.
- Justin Bieber performou “Yukon” sem coreografia nem backing, usando um loop de guitarra ao vivo, recebendo elogiada ovation.
- Bad Bunny subiu ao palco para agradecer o prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana e reforçou a bandeira “ICE Out” em sua fala.
- Tyler, the Creator apresentou um espetáculo visual marcante, com mudanças de cenário, entrando como Saint Chroma e encerrando com explosão de um posto de gasolina.
- Lauryn Hill abriu tributo a D’Angelo e encerrrou com Roberta Flack, ao vivo convidando Wyclef Jean, num momento emocionante.
Tradição de premiar talento e discutir pautas relevantes, a transmissão do Grammy Awards 2026 trouxe performances marcantes, discursos contundentes e vitórias merecidas, mesclando momentos de grande teatralidade com situações inusitadas. O evento ocorreu em Los Angeles, no Crypto.com Arena, no dia 1º de fevereiro de 2026, com várias apresentações que ganharam destaque. A cobertura reuniu episódios de expressão artística e comentários sobre políticas públicas, sem afastar o foco na música.
O show abriu com performances variadas, incluindo números que tiveram impacto imediato no público e na crítica. Entre os momentos amplamente discutidos, estiveram apresentações de Sabrina Carpenter, Justin Bieber e Bad Bunny, cada uma com pegadas distintas que dividiram avaliações entre público e mídia especializada. A produção manteve o ritmo intenso ao longo da noite, alternando canções, referências visuais e colaborações.
Destaques
Sabrina Carpenter abriu portas para uma apresentação teatral, com entrada inusitada em correio de bagagens e um final que envolveu uma pomba, criando um momento visual marcante. A performance gerou elogios pela coreografia e pela audácia cênica, ainda que tenha recebido mensagens contraditórias em relação ao conteúdo verbal.
Justin Bieber trouxe um momento de simplicidade musical, ao vivo, com pouca batida de apoio e foco na cadência da guitarra. A interpretação de “Yukon” foi destacada pela execução em tempo real, gerando reação positiva de parte do público presente e da imprensa.
Bad Bunny impulsionou a leitura política do evento ao declarar “ICE Out” ao receber o prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana. O discurso enfatizou a dignidade humana e a pressão sobre políticas migratórias, em meio a aplausos que se estenderam após a fala. A mensagem ocorreu em meio a humor de Trevor Noah.
Mudanças de tema e análise
Lady Gaga apresentou uma fusão disco-punk com arranjos enxutos, resultando em uma performance que combinou elements visuais marcantes, produção enxuta e presença de palco forte. A escolha estética reforçou a diversidade de propostas musicais na noite.
Tyler, the Creator levou o cenário a uma experiência teatral completa, articulando uma narrativa com mudanças rápidas de cenografia e figurinos. A montagem incluiu referências a personagens e símbolos, culminando em uma explosão simulada que encerrou o número como grande momento da noite.
Premiações e repercussões
Lauryn Hill retornou aos palcos da premiação com tributos a D’Angelo e Roberta Flack, além de um dueto com Wyclef Jean que reuniu o público em uma leitura histórica de canções soul e R&B. A atuação foi parte de uma celebração de legado e talento duradouro.
Entre as notas críticas, a recente expansão do país em categorias não convenceu parte da audiência, que esperava maior representação de artistas e estilos diversos. A ausência de uma performance dedicada ao country durante a transmissão foi alvo de questionamentos na cobertura.
Reconhecimentos
Lola Young foi destaque ao vencer Melhor Performance Solo Pop com “Messy”, retornando de um período de reabilitação e apresentando uma leitura intimista ao piano. O momento recebeu aplausos de pé e simbolizou uma virada importante na carreira da artista.
A dupla Clipse também teve oportunidade de destaque, ao vencer Melhor Performance de Rap ao lado de Pharrell Williams, em meio a uma apresentação que combinou memória e renovação musical. O número reforçou a presença de veteranos em destaque na noite.
Momentos inesperados
Cher apareceu de surpresa, gerando comentário sobre a condução do momento e a condução de Trevor Noah. A sequência envolveu a entrega de um prêmio e uma troca de mensagens que gerou dúvidas sobre o protocolo do evento, sem, porém, alterar o tom informativo da cobertura.
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