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Estudo revela que quase ninguém distingue música real de IA

Estudo revela que 97% não distingue faixas criadas por IA de reais; público exige indicação clara e teme impacto econômico aos artistas

Colagem de um teste de audição, imagem de um ouvido com duas linhas, uma roxa e outra rosa, indicando diferentes ondas sonoras em um fundo colorido.
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  • Estudo com 9 mil pessoas em oito países mostra que 97% não conseguiu distinguir músicas reais de criadas por IA, mesmo quando ouvindo de forma aleatória.
  • A pesquisa aponta curiosidade sobre o tema (55%), mas rejeição à IA é alta: 80% querem que plataformas indiquem claramente faixas de IA, 52% defendem removê-las das paradas e 70% dizem que a IA pode ameaçar a subsistência de músicos.
  • No streaming, plataformas já lidam com IA em grande volume: a Deezer recebe cerca de 60 mil faixas geradas por IA por dia (39% dos uploads diários). O Spotify, por sua vez, informou ter removido 75 milhões de faixas de IA consideradas “spam” em doze meses anteriores a setembro de 2025.
  • Casos de IA viraram notícia: Velvet Sundown teve mais de um milhão de streams em semanas, mas a equipe revelou que tudo era IA. Sienna Rose lançou quarenta e cinco faixas em pouco tempo e chegou a Spotify Viral 50 com mais de 2,6 milhões de ouvintes.
  • Xania Monet foi contratada por Hallwood Media por 3 milhões de dólares; a persona é associada a Talisha Jones, com letras supostamente 90% reais, e já soma centenas de milhares de ouvintes.

O estudo revela que a maioria das pessoas não consegue distinguir faixas criadas por IA de músicas reais. A pesquisa, encomendada pela Deezer, testou 9 mil pessoas em oito países e mostrou que 97% não tiveram acerto ao identificar faixas geradas por IA. O levantamento ocorreu em formato de teste de ouvido crítico.

A pesquisa mostrou ainda que 71% ficaram surpresos com o resultado, e 52% disseram ficar incomodados por não reconhecerem a origem das músicas. Além disso, 80% desejam indicação clara de IA nas faixas, e 40% pulariam uma música se soubessem que foi produzida por IA.

O estudo aponta que, apesar da rejeição, há curiosidade de 55% dos participantes e 66% aceitariam ouvir IA por esse interesse. Em contrapartida, há receio de impacto na indústria: 70% acreditam que IA pode ameaçar a subsistência de músicos e compositores, e 65% defendem restrições ao uso de material protegido por direitos autorais para treinar IA.

Artistas de IA ganham espaço

Casos recentes mostram artistas de IA já atuando em plataformas. A banda Velvet Sundown teve mais de 1 milhão de streams em semanas, mas confirmou que as músicas, a imagem dos integrantes e a narrativa eram geradas pela IA, gerando protestos na indústria.

Outra artista é a cantora de soul Sienna Rose, que lançou 45 faixas em curto período no fim de 2025. Três faixas entraram em playlists de destaque, e a artista alcançou milhões de ouvintes, ainda que haja dúvidas sobre a sua identidade real.

Ainda, Xania Monet, contratada por um selo por milhões de dólares, aparece como projeto artístico de uma poeta. A persona afirma que as letras são 90% reais, inspiradas na vida da autora, com milhares de ouvintes nas plataformas.

A pergunta que fica é se avançaremos definitivamente para a era da música criada por IA, diante de números que mostram tanto interesse do público quanto resistência da indústria.

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