- O primeiro álbum solo de Monarco foi lançado em 1976, levando seu nome, e completa cinquenta anos.
- O disco é uma aula de samba de raiz, ligado às quadras e encontros de sambistas, fora do carnaval.
- Monarco tinha ligação estreita com a escola Portela, da qual participou ativamente até a morte, em 2021, aos 88 anos.
- O repertório destaca composições próprias e parcerias, como “O Quitandeiro”, “Amor Verdadeiro” e “Mangueira e Suas Glórias”.
- Faixas como “Ingratidão”, “Desengano” e “Tudo, Menos Amor” descrevem temas de amor, desilusões e vivências no morro, mantendo o estilo característico do sambista.
O 1º álbum solo de Monarco completa 50 anos em 2026. Lançado em 1976, o disco leva o nome do sambista Hildemar Diniz e é visto como uma aula de samba de raiz, feito para encontros de sambistas na quadra da escola, fora do carnaval. Monarco tinha ligação estreita com a Portela, escola da qual fez parte durante toda a vida.
O álbum abre com O Quitandeiro, parceria entre Monarco e Paulo da Portela, que retrata os preparativos para um pagode e traz a participação da Velha Guarda da Portela, então recente formação na época. Em seguida, surgem sambas de amor com temáticas de decepção, como Ingratidão (com José Mauro) e Desengano, este último de Aniceto da Portela, o mais antigo compositor da escola.
Amor Verdadeiro é assinado apenas por Monarco, com versos diretos sobre amor e superação. A faixa seguinte, Tudo, Menos Amor, é uma declaração de ferimento amoroso. Mangueira e Suas Glórias é uma samba-exaltação em homenagem à escola rival Mangueira, mantendo o tom de celebração das tradições do samba.
Duelo Fatal retrata vivências do morro, com morte de dois homens em disputa amorosa e o silêncio diante da chegada da polícia. Amor Fiel encerra o repertório, com mensagens de alerta e consensos sobre relacionamentos, mantendo a assinatura poética de Monarco.
Legado e contexto
Monarco, conhecido pela voz grave, permanece como referência do samba de raiz e da Portela. O álbum de 1976 é lembrado como marco de uma geração que consolidou as bases do samba moderno no Brasil. A relação entre Portela e Monarco moldou a carreira do artista até seu falecimento, em 2021, aos 88 anos.
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