- Bad Bunny chamou atenção no show do intervalo do Super Bowl segurando a bandeira de Porto Rico.
- Porto Rico é território dos Estados Unidos desde o Tratado de Paris, ao final da guerra Hispano‑Americana em 1898.
- Em 1900 houve governo civil, e em 1917 a Lei Jones concedeu cidadania americana aos porto-riquenhos.
- Sete referendos sobre anexação aos Estados Unidos aconteceram (1967, 1993, 1998, 2012, 2017, 2020 e 2024), mas nenhum foi vinculativo.
- Porto Rico é território, não estado; tem Constituição própria desde 1952, electa governadora, não vota para presidente e elege o Comissário Residente na Câmara, que não tem voto no Congresso.
Bad Bunny foi o destaque do intervalo do Super Bowl, levando referências da cultura latino-americana ao palco. Em meio a um cenário de tensões migratórias nos EUA, o artista exibiu a bandeira de Porto Rico em um momento do show.
Durante a apresentação, o cantor enfatizou elementos da herança latino-americana, o que acabou chamando a atenção da imprensa norte-americana. O momento gerou destaque em meio a debates sobre imigração no país.
Contexto histórico
Porto Rico é território dos Estados Unidos desde o fim da guerra Hispano-Americana de 1898, quando o Tratado de Paris transferiu a ilha aos EUA. Antes, a ilha era colônia espanhola desde 1493.
Em 1900, houve a instituição de governo civil após administração militar. Em 1917, a Lei Jones conferiu cidadania americana aos porto-riquenhos.
Diversos referendos foram realizados pela população da ilha: 1967, 1993, 1998, 2012, 2017, 2020 e 2024. Contudo, apenas consultas não vinculativas não alteraram a relação com os EUA.
Status político atual
Porto Rico é território dos EUA, não estado. Possui Constituição própria desde 1952 e, embora tenha governador eleito, não vota para presidente. Pode participar das primárias dos partidos, para definir candidatos ao pleito presidencial.
Ao Congresso, o território envia um Comissário Residente, com direito a assento apenas em comissões, sem voto pleno. Monta-se assim a representação política externa, sem plena soberania.
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