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Carl Palmer discute legado do Emerson, Lake & Palmer e manter o prog vivo

Carl Palmer mantém a herança de Emerson, Lake & Palmer com turnê que inclui vídeos de Lake e Emerson, após perdas de três integrantes em um ano

Carl Palmer talks about outliving his bandmates in Emerson, Lake & Palmer and how he's keeping their music alive.
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  • Carl Palmer perdeu três colegas em menos de um ano: Keith Emerson faleceu em 2016, Greg Lake morreu no mesmo ano e John Wetton morreu em 2017, deixando-o como único remanescente de ELP.
  • Ele recomeçou a turnê An Evening with Emerson, Lake & Palmer em abril, apresentando vídeos de Lake e Emerson gravados em 1992 no Royal Albert Hall.
  • Palmer relembra a origem de sua carreira, o nascimento do prog no fim dos anos sessenta e como a ELP ganhou destaque com faixas como Karn Evil 9, Fanfare for the Common Man e Tank.
  • O músico também fala da trajetória de Asia, incluindo o sucesso de Heat of the Moment, e de como o rádio americano ajudou a consolidar a banda nos EUA.
  • Ele comenta possibilidades futuras, incluindo shows de Asia com Steve Howe/Geoff Downes, além de planejar uma turnê Lifetime in Music Celebration com vídeos e repertório de Asia e ELP.

Carl Palmer relembra os fatos que marcaram a trajetória de Emerson, Lake & Palmer (ELP) e o impacto das perdas de Keith Emerson, Greg Lake e John Wetton. Em 2016, recebeu a notícia da morte de Emerson, em Bari, Itália, durante uma turnê. Meses depois, soube da falência de Lake, em casa, no Reino Unido. Um mês depois, Wetton faleceu em Londres.

A experiência dessas perdas ocorreu em menos de um ano, tornando Palmer o único remanescente do grupo. Ele descreve como foi difícil assimilar o conjunto de falecimentos de pessoas que tiveram papéis centrais em sua carreira, especialmente em momentos de grande ascensão da banda.

Apesar do luto, Palmer manteve o foco na continuidade musical. Em abril, ele inicia mais uma etapa da turnê An Evening with Emerson, Lake & Palmer, com apresentações em que toca bateria ao lado de vídeos de Lake e Emerson gravados em 1992 no Royal Albert Hall, preservando a memória do duo.

O baterista explica que o projeto se baseia na ideia de manter vivo o legado de ELP sem recorrer a hologramas. Ele afirma ter visto nos ensaios de filmagem um modo de homenagem que os seus colegas teriam aprovado, chegando a considerar o conteúdo reconfortante.

Entre as lembranças de sua juventude, Palmer relembra a formação de ELP em 1968/69 em Londres, a fusão de música clássica com rock e o papel decisivo de Keith Emerson na condução artística da banda. Segundo ele, a experiência de ver o Marquee Club moldou sua visão sobre a cena musical inglesa.

Palmer também detalha a relação com Asia, grupo que formou após o hiato de ELP. Ele destaca que a passagem pelo mercado americano, com executivos como David Geffen incentivando a gravadora a apostar no estilo, facilitou o sucesso de hits como Heat of the Moment. O baterista observa ainda a mudança do cenário musical com o surgimento da MTV.

Sobre os últimos anos de Emerson, Lake e Wetton, Palmer revela ter mantido contato próximo com Keith nos seus últimos tempos, quando recebeu a confirmação da tragédia. Ele descreve o período de março a dezembro de 2016 e a perda de Wetton, em janeiro de 2017, como um momento particularmente difícil.

Questionado sobre a possibilidade de futuras entregas artísticas com Steve Howe ou Geoff Downes, Palmer mantém o foco no presente, mas sinaliza interesse em um eventual Lifetime in Music, uma turnê que reuniria integrantes de Asia e ELP em um formato ampliado, com setlists que combinem músicas de Asia e vídeos que reconstituam décadas de atuação.

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