- Larry Sloman, conhecido como Ratso, é jornalista da Rolling Stone e autor de livros sobre Bob Dylan, Howard Stern, além de colaborações com John Cale e Anthony Keidis.
- Contribuiu para a Rolling Thunder Revue de Dylan, escreveu a peça sobre Blood on the Tracks e manteve relação próxima com Dylan ao longo dos anos; teve encontros com Dylan durante turnês e projetos.
- Trabalhou com Howard Stern na coautoria de Private Parts e Miss America, além de books como Reefer Madness e Scar Tissue; editou a National Lampoon e lançou o álbum Stubborn Heart em 2019.
- Atuou em filmes dos irmãos Safdie, incluindo participações em Uncut Gems, e mantém estreita relação de trabalho e amizade com figuras da cultura pop ao longo de décadas.
- Em entrevista, Sloman descreve a vida de voltar-se entre grandes nomes da música e da cultura, destacando a convivência com Dylan, Harrison e outros, bem como a continuidade de suas colaborações.
Larry Sloman, conhecido como Ratso, figura de longa data no jornalismo musical, surge na edição de Marty Supreme como parte do elenco interpretativo. O filme, cuja première ocorreu em 16 de dezembro de 2025, em Nova York, traz Timothée Chalamet no papel principal e Sloman como um dos coadjuvantes de destaque. A presença dele é lembrada pela ligação histórica com figuras da música e da cultura pop.
Sloman ganhou notoriedade por acompanhar Bob Dylan na sexta falseada Rolling Thunder Revue e por escrever o livro On the Road with Bob Dylan. Ao longo dos anos, colaborou com Howard Stern em obras de grande impacto, além de ter participado de projetos literários com John Cale, Anthony Kiedis, Mike Tyson e outras personalidades. Sua atuação como editor e escritor o colocou próximo de diversas gerações de artistas e editoras.
Segundo o próprio, a trajetória começou nos anos 1970, quando atuou como editor de um jornal universitário e passou a assumir funções de redator musical, abrindo portas para contatos com grandes nomes do rock. Entre as experiências marcantes, ele cita encontros com George Harrison, Bob Dylan e Lou Reed, que moldaram sua visão de cobertura jornalística e de produção de conteúdo cultural.
A relação de Sloman com os Irmãos Safdie, diretores de Marty Supreme, começou anos antes, em projetos paralelos. O encontro com Josh Safdie ocorreu em Nova York, após participação dele em ações envolvendo a revista Lampoon. O envolvimento evoluiu para participação em filmes subsequentes, incluindo aparições em Uncut Gems, no qual contracena com Adam Sandler, fortalecendo a relação com a equipe de produção.
No decorrer da carreira, Sloman também atuou como músico e produtor, discutindo parcerias com John Cale e projetos de estúdio que resultaram em trabalhos gravados em Nova York. Em suas memórias profissionais, ele destaca a importância de manter a curiosidade jornalística e de nutrir uma rede de contatos que se estende por décadas e diversas mídias, sem abrir mão da veracidade e da neutralidade.
Em Marty Supreme, o trabalho de Sloman é apresentado como parte de uma narrativa que atravessa a história da música e do cinema independente. A produção, ambientada nos anos 1950, utiliza a experiência dele para entender a circulação de ideias entre cinema, literatura e música, sem perder o foco informativo. O filme chega aos espectadores com uma proposta de olhar crítico e objetivo sobre a vida de figuras centrais da cultura pop.
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