- Gorillaz lançam o nono álbum, The Mountain, com vozes de artistas falecidos como Dennis Hopper, Tony Allen, Bobby Womack, De La Soul e Mark E. Smith, entre outros; a obra aborda temas de morte e luto.
- A dupla Damon Albarn e Jamie Hewlett contou que a viagem à Índia abriu novas ideias para os personagens Russel, Murdoc, Noodle e 2-D e para a narrativa do álbum.
- O duo fará shows em Los Angeles nos dias 22 e 23 de fevereiro, apresentando The Mountain na íntegra, além da exposição House of Kong que chega a Los Angeles em 26 de fevereiro.
- Albarn diz que o álbum funciona como um passo adiante de Plastic Beach, resultado de uma reconciliação de mais de vinte e cinco anos entre os criadores após perdas pessoais.
- Sobre IA na arte, ambos afirmam que é uma ferramenta: pode ser útil, mas a produção permanece dependente da visão e do trabalho do artista; não é visto como substituto da criatividade.
Gorillaz lançam The Mountain, o nono álbum de estúdio, marcado por um processo de duelo, viagens a Índia e novas direções criativas. Damon Albarn e Jamie Hewlett descrevem o projeto como evolução após perdas pessoais e uma imersão em culturas distintas.
O álbum reúne vozes de músicos falecidos como Tony Allen, Bobby Womack e Dave Jolicoeur, ao lado de artistas vivos como Asha Bhosle, Trueno e Black Thought. A ideia de incorporar vozes de ausentes remonta ao manifesto original de 1999, surgido durante a parceria entre Albarn e Hewlett.
A produção ocorreu após a viagem de India, com Russel, Murdoc, Noodle e 2-D evoluindo em um mundo sonoro novo. Offnotes apontam que o disco funciona como continuação de Plastic Beach, segundo Albarn, que descreve The Mountain como um universo autônomo.
A estreia ao vivo está marcada para 22 e 23 de fevereiro, com apresentações especiais no Hollywood Palladium, onde o álbum será executado na íntegra. Em 26 de fevereiro, a exposição House of Kong chega a Los Angeles após run em Londres.
Paralelamente, Albarn compõe trilha e canções para o filme Artificial, de Luca Guadagnino, sobre o avanço da IA. A dupla discute o equilíbrio entre tecnologia e arte, comparando IA a ferramentas como o Photoshop e destacando limites criativos.
O grupo celebra 25 anos de carreira, mantendo a linha de colaborações multiculturais que caracteriza Gorillaz. Hewlett reforça que a convivência entre culturas enriquece o som, enquanto Albarn enfatiza que a banda funciona pela interação humana por trás dos desenhos.
Sobre o uso de IA na arte, Hewlett afirma que a IA pode ser ferramenta, desde que o trabalho seja conduzido pelo artista. Albarn admite não dominar a tecnologia, neutralizando potenciais controvérsias ao não utilizá-la ativamente.
A dupla ressalta que o universo de Gorillaz continua em construção, com possibilidades de novos projetos e expansões de público. Ambos destacam que a banda, apesar de ser animada, depende da relação humana para manter a singularidade.
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