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Viradouro de Mestre Ciça vence Carnaval e sela redenção da rua

Vitória da Viradouro com Mestre Ciça representa a retomada da essência do Carnaval diante do crescimento dos megablocos nas ruas

O mestre de bateria Ciça durante o desfile da Unidos do Viradouro. Foto: Alexandre Macieira/Riotur
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  • A Viradouro foi campeã do grupo especial em 2026, homenageando Mestre Ciça, o mais antigo mestre de bateria ainda ativo no Carnaval do Rio.
  • Ciça começou em 1988 na Estácio de Sá e já comandou as baterias da Unidas da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha; na Viradouro, ele atua desde 2019, com passagem anterior entre 1999 e 2009.
  • O tema escolhido pela escola destaca a bateria como a identidade da folia, simbolizando a importância central desse elemento no Carnaval.
  • O ano ficou marcado pelo “sequestro” do Carnaval de rua, com megablocos desorganizados que distanciaram a folia da tradição comunitária.
  • A reportagem aponta que há uma preferência por mais Mestre Ciça e menos megablocos com artistas internacionais, como K-Pop e Calvin Harris.

A Viradouro sagrou-se campeã do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, com Mestre Ciça ao leme da bateria. O anúncio ocorre em meio a uma temporada marcada pela ocupação desordenada de vias públicas por megablocos, apontados como ameaça à tradição das escolas de samba. A vitória é encarada como símbolo de retorno à identidade da folia.

Ciça, o mais antigo mestre de bateria em atividade no carnaval carioca, foi convidado pela escola para conduzir o batuque na avenida. Ele já comandou baterias da Estácio de Sá, Unidas da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha. Sua presença é vista como retorno a um eixo histórico da folia.

A temporada de 2026 ficou marcada pelo que muitos descrevem como o sequestro do Carnaval de rua, com megablocos patrocinados por grandes nomes da indústria. A organização de escolas de samba e comunidades locais aparece como alternativa para manter a essência do carnaval.

Contexto do Carnaval de rua e da identidade comunitária

Os blocos ganham espaço ao longo do ano, mas sua desordem tem gerado debates sobre desarticulação de estruturas tradicionais. Associações de comunidades ressaltam que blocos mantêm a participação popular, a criação artística e a batucada nas ruas, distintas das apresentações de megablocos.

Mestre Ciça é visto como símbolo da tradição dentro desse cenário, garantindo a continuidade de uma agenda que envolve ensaios, coreografias e a condução da bateria com protagonismo coletivo. A atuação dele na Viradouro reforça a ligação entre comunidade, escola de samba e o Carnaval.

A reportagem não encerra com conclusões; aponta que a vitória da Viradouro reflete uma disputa entre formatos de folia e a valorização de lideranças tradicionais, em meio a mudanças no cenário carnavalesco brasileiro.

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